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Veja como fica a rentabilidade dos investimentos após decisão do BC

Especialistas recomendam títulos pós-fixados

17/06/2026 18:00 Júlia Moura Folha Mercado 0 visualizações há 13 horas
Veja como fica a rentabilidade dos investimentos após decisão do BC

Apesar do corte de 0,25 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira (17), a renda fixa segue atrativa, dizem analistas. Agora, com a taxa de juros em 14,25% ao ano e a expectativa de uma inflação maior, o Brasil deve ter um juro real de cerca de 10%, o que, segundo especialistas, ainda é muito atrativo.

"Nesse ambiente de grande volatilidade, mas de taxas de juros ainda altas, o pós-fixado é o melhor índice na nossa opinião dentro da renda fixa. Ele é o que tem o menor risco e os retornos ainda bastante altos", diz Marcelo Freller, estrategista do C6 Bank.

Segundo estimativas de Freller, R$ 1.000 investidos no Tesouro Selic 2028, que acompanha a taxa básica de juros, deve virar R$ 1.119,13 líquidos em um ano. Considerando o Imposto de Renda e a inflação prevista para o período, há uma rentabilidade líquida real de 7,49%.

Para um retorno ainda maior, é necessário aplicar em produtos isentos de IR, como LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio) com rentabilidade acima de 90% do CDI. Neste caso, é possível obter uma rentabilidade líquida real acima de 8,7% no ano.

Já quanto a títulos prefixados, cuja rentabilidade é definida no momento de aplicação, especialistas recomendam apenas os de vencimento mais curto.

"Está cada vez menor a possibilidade de termos cortes mais expressivos [na Selic]", diz Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital.

Segundo cálculos do C6, um CDB prefixado que rende 14,80% ao ano terá, em 12 meses, uma rentabilidade líquida real de 7,78%.

Já o Tesouro Direto ligado à inflação, com vencimento em agosto de 2032, oferece um juro prefixado de 8,21% a ser combinado com o IPCA do período. Segundo estimativa do Tesouro, isso equivale a uma rentabilidade líquida de 10,52% ao ano. Assim, R$ 1.000 virariam R$ 1.854,79 em seis anos.

Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, enquanto a renda fixa pós-fixada continua sendo a melhor alternativa para reserva de emergência, a proteção contra o aumento de preços em títulos indexados à inflação é importante no longo prazo.

"No mercado de ações, considerando as incertezas de um ano eleitoral e de inflação pressionada, nossa visão dá prioridade a [companhias] boas pagadoras de dividendos, que tendem a apresentar comportamento menos volátil e fluxo de caixa mais estável", afirma Paula.

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