Chineses acusados de espionagem são condenados à prisão nos Estados Unidos
Os dois homens teriam organizado entregas de dinheiro em pontos secretos
Dois cidadãos chineses foram condenados a 30 meses de prisão em regime fechado, seguidos de três anos de liberdade supervisionada, acusados de terem sido recrutados pela China para espionar os Estados Unidos.
Liren Lai e Yuance Chen admitiram ter tentado recrutar militares americanos e coletado informações sobre o pessoal e as instalações das Forças Armadas em nome do Ministério da Segurança do Estado da China.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os dois homens organizavam, entre outras ações, entregas de dinheiro em espécie em pontos secretos, em troca de informações confidenciais sobre a segurança nacional americana.
"Que esta condenação sirva de advertência: se colocarem em risco a segurança de nossos soldados, de nossos concidadãos ou de nossa nação, a Justiça os encontrará", declarou Roman Rozhavsky, diretor-assistente da divisão de contraespionagem do FBI.
Após chegar aos Estados Unidos com visto de turista, Lai recrutou e treinou Chen, residente permanente no país, na atividade de espionagem. Inicialmente, Lai atuou como intermediário com os serviços chineses, até que Chen passou a receber ordens diretamente de seu oficial de ligação.
A missão de espionagem começou em maio de 2021 e foi interrompida em junho de 2025, com a prisão dos dois homens, que foram processados pela Justiça federal.
Nos meses seguintes, eles se declararam culpados das duas acusações que pesavam contra eles: conspiração e atuação como agentes de um governo estrangeiro sem informar as autoridades americanas.
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