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Thelma Assis vence processo contra empresário Rodrigo Branco por comentário racista

Em live no Instagram, Rodrigo afirmou que a torcida da participante do

15/06/2026 17:31 G1 Pop & Arte 0 visualizações há 15 horas
Thelma Assis vence processo contra empresário Rodrigo Branco por comentário racista

Thelminha e o empresário Rodrigo Branco

A Justiça condenou o empresário Rodrigo Branco por danos morais após ele fazer comentários racistas contra a ex-BBB e apresentadora Thelma Assis.

Thelma alegou que, em 30 de março de 2020, Rodrigo participou de uma live no Instagram e proferiu comentários de cunho racista ao analisar sua participação no "BBB 20".

Na live em questão, o empresário afirmou que a torcida da participante do BBB só existia "porque ela é negra coitada". Thelminha venceu a edição do reality.

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Em sua decisão, a juíza Flávia Snaider Ribeiro, da 6ª Vara Cível de São Paulo, destacou que os comentários de Rodrigo não podem ser admitidos.

"Nesse contexto, verifica-se que, ao proferir as palavras anteriormente descritas, o réu, na tentativa de diminuir os evidentes atributos pessoais da autora (carisma, talento, competência, entre outros) os quais a levaram, inclusive, a vencer a referida disputa em programa televisivo com sucesso reconhecido nacionalmente, buscou atrelar o seu favoritismo ou a sua torcida relevante ao fato de a demandante ser pessoa negra e que, assim, na concepção do réu, seria digna de 'pena' pela sociedade, revelando, de forma cristalina, comportamento discriminatório que não se pode admitir", diz trecho da decisão.

Rodrigo foi condenado a pagar uma indenização de R$ 40 mil por danos morais à Thelma. Cabe recurso da decisão.

O empresário, que mora nos EUA, foi citado por edital e não se pronunciou nos autos do processo.

O g1 não conseguiu contato com a defesa do empresário. Esse espaço será atualizado caso haja um posicionamento.

Em postagem nas redes sociais, Thelma comemorou a decisão do Judiciário e afirmou que doará parte do valor da causa para uma instituição de combate ao racismo.

"Eu precisava que a justiça reconhecesse o fato, e ela foi feita. Foram seis anos lutando praticamente sozinha, somente com o apoio da minha família e meus advogados, contra uma injúria racial covarde, já que eu estava confinada na época do ocorrido e não pude me defender", diz trecho da nota.

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