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TCU decide alíquota da CBS da reforma tributária nesta quarta (28)

Tribunal tem até 31 de outubro para enviar os cálculos ao Senado, que deve fixar alíquota até 22 de dezembro

TCU decide alíquota da CBS da reforma tributária nesta quarta (28)

O TCU (Tribunal de Contas da União) analisa na próxima quarta-feira (28), a partir das 10h30, o cálculo da alíquota de referência da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), criada pela reforma tributária para substituir PIS, Cofins, IOF sobre seguros e parte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O processo administrativo sobre o caso está na pauta do tribunal.

O órgão tem até 31 de outubro para encaminhar ao Senado os cálculos da alíquota. Os senadores terão até 22 de dezembro para analisar o percentual, que pode ser alterado pela Casa.

Cumpridos os prazos, a contribuição poderá ser cobrada em janeiro, sem necessidade de observar o prazo de 90 dias para instituição de tributos. Se a alíquota não for fixada pelo Senado a tempo, será utilizada aquela calculada pelo tribunal.

Durante a tramitação da reforma, o Ministério da Fazenda estimou uma alíquota entre 8,53% e 9,05%, a depender do nível de conformidade do novo sistema. Os parlamentares, no entanto, aumentaram o número de bens e serviços com benefícios fiscais, o que elevou o percentual estimado para 9,21%.

A empresa de tecnologia tributária Roit estima que a alíquota de referência seja de 9,43%.

Cálculos apresentados pelo economista Sérgio Gobetti recentemente, com base nas projeções de receita para o Orçamento de 2027, apontam um valor em torno de 11%. A estimativa inclui 9,7% para alcançar a receita de referência do PIS/Cofins e IOF seguros, mais 1,1 ponto percentual para cobrir a maior parte da arrecadação do IPI —o Imposto Seletivo só cobriria 40% da receita do imposto sobre industrializados.

Segundo o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, o governo precisa arrecadar o equivalente a cerca de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) com esses tributos, de modo a manter a carga tributária do período 2012-2021, como determina a trava da reforma contra aumento dos impostos. Isso representa R$ 725 bilhões.

A receita prevista com a CBS é de R$ 636,8 bilhões (4,3% do PIB), valor que será arrecadado de fevereiro a dezembro. Para janeiro, é projetada uma entrada de cerca de R$ 46 bilhões (0,3% do PIB) com os tributos que serão extintos sobre fatos geradores de 2026.

O projeto também aponta uma arrecadação de R$ 41,9 bilhões para o Imposto Seletivo (0,3% do PIB), valor que cobre pouco mais de 40% da receita atual com o IPI.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mercado
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