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Republicanos e MDB, que apoiaram Flávio Bolsonaro, parabenizam Lula pela reeleição

Marcos Pereira cobra respeito às diferenças e diálogo com o Congresso

Republicanos e MDB, que apoiaram Flávio Bolsonaro, parabenizam Lula pela reeleição

Presidentes de partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência reconheceram a derrota do candidato do PL e a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25). Até o momento, Republicanos e MDB parabenizaram o petista pela vitória e defenderam que ele governe para todos.

O presidente nacional do Republicanos, o deputado reeleito Marcos Pereira (SP), declarou: "Parabenizo o presidente Lula pela reeleição. O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. É o que esperamos em favor do Brasil".

O candidato do PL anunciou na noite deste domingo que pedirá a anulação da eleição, devido à decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, que prorrogou a votação por 2h após eleitores enfrentarem problemas com falta de transporte.

O MDB, comandado pelo deputado reeleito Baleia Rossi (SP), também reconheceu a vitória de Lula. "Parabéns ao presidente Lula, reeleito democraticamente conforme a Constituição de 1988. É um momento em que a vontade popular se fez soberana. Desejamos que ele tenha serenidade para governar o país em favor de todos, sem exceção", comunicou o partido através do X, antigo Twitter.

O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também reconheceu a eleição de Lula. O senador eleito fez campanha com Flávio Bolsonaro em Alagoas. Ele afirmou nas redes sociais que o Brasil "fez a sua escolha democrática". "Agora é hora de trabalhar com diálogo e responsabilidade", escreveu no X.

Com 99,98% das urnas apuradas, Lula tem 51,78% dos votos válidos no segundo turno da disputa, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro. Em 2022, Lula bateu o pai do rival por 50,9% a 49,1%.

A tensão marcou a eleição. A decisão de Zanin, inédita, prorrogou a votação em todo o país até às 19h. A ordem criou ainda mais incerteza sobre o pleito, pois várias seções eleitorais já haviam sido fechadas.

Fonte original Publicado originalmente por Folha de S. Paulo
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