PGR rejeita segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro
Prestes a completar três meses de duração, Ministério Público e Polícia Federal tornam a rejeitar acordo de delação do banqueiro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito das investigações sobre o Banco Master por suposta emissão de títulos falsos no Sistema Financeiro Nacional.
A decisão foi comunicada ao relator do inquérito no STF, ministro André Mendonça. Na semana passada, a Polícia Federal também havia rejeitado a mesma proposta. O processo tramita sob sigilo e os motivos da recusa não foram divulgados oficialmente.
A primeira proposta foi rejeitada em maio, quando os investigadores concluíram que Vorcaro não havia apresentado informações inéditas em relação ao material já apreendido durante a investigação. Na ocasião, a PF também apontou que o banqueiro não admitiu a prática de crimes, requisito necessário para a celebração de acordos de delação premiada.
A defesa do banqueiro iniciou as negociações em março, após ele ter sido preso preventivamente pela segunda vez desde o início das operações da Polícia Federal contra o Banco Master.
Naquele período, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, onde teria privacidade para negociar o acordo. Com a nova rejeição, ele corre o risco de retornar à unidade prisional de segurança máxima.
A investigação apura a emissão de títulos considerados sem lastro para inflar artificialmente a carteira de investimentos do Banco Master e criar uma falsa impressão de crescimento da instituição no mercado. Segundo os investigadores, a estratégia teria sido utilizada para viabilizar a venda de parte da empresa ao Banco de Brasília (BRB), que teria registrado perdas estimadas em cerca de R$ 12 bilhões com a operação.
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