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Nova falha no Android trava celulares em ‘reinicialização infinita’

Brecha afeta sistema e pode paralisar aparelhos com instalação de aplicativo malicioso

Nova falha no Android trava celulares em ‘reinicialização infinita’

Uma falha crítica de segurança no sistema operacional Android permite que um aplicativo malicioso force dispositivos a entrarem em loop contínuo de reinicialização. Batizada de “GhostMap”, a vulnerabilidade exige apenas a instalação do pacote, sem requerer permissões especiais ou que o usuário abra o programa. A brecha foi descoberta por analistas da empresa Bitdefender, que compartilharam o achado em relatório técnico publicado nesta quinta-feira (5).

O problema surge da forma como o sistema processa informações de compactação de arquivos APK, pois o componente responsável pela instalação e a biblioteca que gerencia os recursos interpretam os dados de maneira diferente. O resultado é um mapeamento incorreto de memória que provoca uma falha e interrompe processos essenciais logo após a inicialização.

Nos testes conduzidos pela equipe de pesquisa, o efeito ocorreu em aparelhos e afetou versões do sistema operacional a partir do Android 10. “A instalação de um aplicativo construído dessa forma gera uma interrupção em serviços centrais do sistema, impedindo o funcionamento correto do aparelho”, identificam os pesquisadores, em análise documentada.

Vulnerabilidade dispensa permissões e dificulta a remoção

A gravidade da brecha está na simplicidade da execução, avaliam os analistas da Bitdefender. Barreiras comuns de segurança falham em conter a ameaça antes da instalação, já que o código malicioso não precisa rodar ativamente. O processo automático do sistema tenta ler os recursos corrompidos logo após o término da instalação, o que derruba o serviço central e força um novo reboot imediato.

O ciclo vicioso impede, até mesmo, o acesso ao modo de segurança do aparelho. Como o sistema leva o arquivo defeituoso antes que as rotinas de diagnóstico sejam carregadas, o telefone permanece travado na animação de inicialização.

O dispositivo entra em um estado em que a interface gráfica não carrega, tornando impossível o uso normal do telefone

Pesquisadores da Bitdefender

A recuperação do aparelho exige procedimentos drásticos, avaliam os pesquisadores. Usuários afetados precisam recorrer à restauração de fábrica, ação que apaga todos os dados locais armazenados. A única alternativa para preservar os arquivos é o uso de comandos via cabo e um computador, caso o modo de depuração estivesse ativado previamente no dispositivo.

Google responde sobre falha

A equipe da Bitdefender reportou as descobertas à Google em agosto, além de ter enviado detalhes técnicos e instruções de reprodução em duas etapas. Ela classificou, inicialmente, o caso como fora do escopo para uma atualização imediata de segurança, porém relatou à empresa de segurança que encaminhou a descoberta para equipes internas avaliarem versões futuras do sistema.

Enquanto uma correção oficial não chega aos usuários, os autores recomendam cuidado redobrado com a instalação de aplicativos fora das lojas oficiais e o uso de soluções de segurança móvel capazes de identificar arquivos com estruturas corrompidas antes da conclusão do processo de instalação.

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Fonte original Publicado originalmente por TecMundo
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