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Política

Igreja Adventista reforça neutralidade política em meio a avanço bolsonarista

Organização tenta blindar templos da polarização e pede prudência nas redes sociais

Igreja Adventista reforça neutralidade política em meio a avanço bolsonarista

Em 2023, a igreja afastou o pastor Célio Longo, por dizer "nem Hitler em toda a sua glória" e fazer uma saudação nazista após outro membro pedir engajamento num mutirão de Natal. Longo foi reincorporado à liderança depois.

Na base adventista, alheia à cúpula, está a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, a "Débora do batom", presa após pichar com maquiagem "perdeu, mané" numa estátua do Supremo Tribunal Federal, durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ela frequentava um templo no interior paulista.

Rampogna sublinha que "pessoas vinculadas à instituição de alguma forma" são orientadas a adotar comportamento digital cauteloso sobre política, "especialmente em período de eleições". Diz também que a igreja nunca fez qualquer pesquisa que dimensione a preferência interna por algum político ou ideologia, mas "respeita a decisão de cada indivíduo em sua opção de voto em eleições e não interfere na livre escolha dos membros".

Enquanto sugere contenção partidária, a IASD removeu, no novo documento, instruções prévias sobre participação de seus seguidores em manifestações públicas, com a promessa de tratar do assunto em textos futuros. A falta de clareza sobre os limites dessa atuação gerou confusão na membresia.

A igreja destacou uma pesquisa do Pew Research Center com 6.200 adultos latino-americanos, que revelou como em países da região, Brasil incluso, a maioria considera relevante ter um presidente que defenda pessoas com suas crenças religiosas. O sentimento é particularmente forte entre evangélicos.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Poder
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