G7 debate uso de modelos avançados de IA por “parceiros confiáveis”
Líderes do G7 discutiram plano para conceder a certos "parceiros confiáveis" acesso a modelos avançados de IA de empresas estadunidenses
Os líderes do G7 discutiram um plano para conceder a determinados “parceiros confiáveis” acesso a modelos avançados de inteligência artificial (IA) de empresas estadunidenses, como a Anthropic, segundo informações do Financial Times e ao que informaram três fontes diplomáticas à Reuters nesta terça-feira (16). A medida poderia abrir um caminho para contornar as restrições ao uso desses modelos por entidades não estadunidenses.
Na última sexta-feira (12), a Anthropic desativou o acesso de todos os usuários ao Fable 5 e ao Mythos 5, seus modelos de IA mais avançados. A decisão foi tomada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenar que a empresa bloqueasse o acesso de cidadãos estrangeiros aos seus modelos mais sofisticados, citando preocupações de segurança nacional.
Um funcionário da Casa Branca, no governo Trump, declarou que a equipe do presidente mantém “uma linha de comunicação aberta com nossos aliados e continuamos comprometidos em tratar as preocupações de segurança nacional relacionadas ao modelo da Anthropic”.
Executivos de empresas de IA como Anthropic, OpenAI e Google — todas desenvolvendo modelos altamente avançados — devem participar de um almoço de trabalho nesta quarta-feira (17) para tratar de questões tecnológicas, incluindo regulação, infraestrutura de IA e redes, segundo a Reuters.
Um porta-voz da Anthropic não respondeu de imediato aos pedidos de comentário da agência.
Especialistas em cibersegurança acreditam que o Mythos — modelo projetado para encontrar falhas em códigos de computador — pode potencializar ataques contra os sistemas tecnológicos de bancos. A União Europeia (UE) busca acesso ao Mythos para estudar as implicações do modelo.
Antes da ordem de Trump, a Anthropic havia concedido acesso ao Mythos a organizações selecionadas em “mais de 15 países“, para que pudessem usar o produto na verificação de vulnerabilidades em seus sistemas, de acordo com um comunicado da empresa. Entre essas organizações estavam entidades dos setores de saúde, comunicações, energia e saneamento.