Economistas reduzem previsão de inflação, PIB e dólar neste ano
Boletim Focus teve levantamento encerrado na sexta-feira (23), antes do segundo turno das eleições
Os economistas consultados pelo Banco Central ajustaram para baixo suas projeções para a inflação, o crescimento da economia e o câmbio ao final deste ano, mostrou o boletim Focus nesta segunda-feira (26), que também apontou uma revisão para baixo na taxa básica de juros ao final do ano que vem.
O levantamento foi encerrado na última sexta-feira (23), portanto antes do resultado do segundo turno das eleições com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencendo o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os agentes veem agora uma inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,19% ao fim de 2026, ante estimativa de 5,22% uma semana atrás. Para 2027, a inflação é estimada agora em 4,34%, ante 4,32%. Para 2028 a conta se manteve em 3,75%.
A meta de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O mercado também passou a ver crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,8% ao fim deste ano, ante 1,83% uma semana atrás, e 1,31% em 2027, ante 1,32%.
Para o câmbio, os agentes enxergam o dólar cotado a R$ 5,05 ao fim deste ano, ante R$ 5,13 na semana passada, e para o ano que vem a estimativa é de R$ 5,15, ante R$ 5,22.
As estimativas para a taxa básica de juros Selic ao final de 2026 foram mantidas em 13,25% ao ano, com expectativa de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central faça um corte de 0,25 ponto percentual em sua reunião de novembro e uma nova redução de mesma magnitude no encontro de dezembro.
Para 2027, os economistas ouvidos pelo BC passaram a ver a Selic em 11,75%, ante 12% na semana anterior.
Após o resultado eleitoral, os ativos brasileiros registravam fortes quedas no exterior e a expectativa é de que as ações brasileiras e o real despenquem no pregão desta segunda-feira.
Agentes do mercado financeiro preferiam uma vitória de Flávio sob o argumento de que, com ele no Palácio do Planalto, haveria uma chance maior de controle nas contas públicas, embora nem o senador nem seus assessores econômicos tenham apresentado detalhes concretos de um eventual ajuste durante a campanha.
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