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Economia

BC aperta regulação para prestadoras de serviços de ativos virtuais

Novas exigências entram em vigor no dia 1º de janeiro de 2027

BC aperta regulação para prestadoras de serviços de ativos virtuais

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (1º) um aperto na regulação de sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais, argumentando que busca assegurar a solidez das instituições, mitigar riscos ao sistema financeiro e promover convergência regulatória ao impor a essas entidades regras já aplicadas a outras instituições.

Com a decisão, as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais e os conglomerados liderados por elas passarão a ter tratamento regulatório próximo ao adotado para corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

"A partir de 1º de janeiro de 2027, essas instituições passarão a observar um conjunto de exigências prudenciais, incluindo regras de gerenciamento de riscos, requerimentos de capital e políticas de divulgação de informações", disse a autarquia em nota.

Além disso, essas instituições serão enquadradas até 30 de junho de 2028 no chamado Segmento 4 de regulação, que em geral agrupa instituições menores. Nesse caso, a inclusão será feita independentemente do porte da sociedade.

A norma aprovada pelo BC também veda a prestação de serviços de ativos virtuais por instituições enquadradas no Segmento 5 (S5), caracterizado por um regime simplificado voltado a instituições com perfil de risco reduzido. A medida estabelece que a atuação com ativos virtuais é incompatível com esse perfil.

"Com essa iniciativa, o BC avança na construção de um ambiente regulatório seguro e proporcional para o desenvolvimento das atividades com ativos virtuais no Brasil, alinhado às melhores práticas internacionais e à evolução do sistema financeiro", afirmou.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mercado
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