Zema diz que programas sociais estão criando "geração de imprestáveis"
Ex-governador e pré-candidato à Presidência defendeu cortes para quem recusar emprego e propôs incentivo à formalização.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou nesta segunda-feira (22) o modelo atual dos programas sociais do governo federal. Segundo ele, benefícios como o Bolsa Família estariam criando uma "geração de imprestáveis" e perpetuando a dependência de assistência social "de pai para filho".
A declaração foi feita durante o evento "Brasil 2050: A indústria na agenda dos presidenciáveis", promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Zema afirmou que, caso seja eleito, pretende rever os critérios de concessão dos programas sociais. Segundo ele, beneficiários que recusarem oportunidades de emprego formal ou capacitação profissional não deveriam continuar recebendo auxílio do governo.
O pré-candidato também defendeu a criação de incentivos financeiros para estimular a entrada de beneficiários no mercado formal de trabalho. Como exemplo, citou a possibilidade de conceder um prêmio de R$ 5 mil a quem deixar programas sociais após conseguir emprego com carteira assinada.
Zema acrescentou que pretende estabelecer contrapartidas para que homens continuem aptos a receber determinados benefícios.
Durante o evento, o ex-governador também comentou a proposta de fim da escala 6x1, em debate no Congresso Nacional. Ele defendeu a criação de uma alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), baseada no pagamento por horas trabalhadas.
Segundo Zema, parte dos trabalhadores prefere atuar de modo informal para manter o acesso a benefícios sociais. O pré-candidato afirmou que tem ouvido esse relato de empresários em diferentes regiões do país durante suas agendas de pré-campanha.
Flávio Bolsonaro compara governo Lula à guerra entre Rússia e Ucrânia
Flávio Bolsonaro promete "reforma tributária de verdade" se eleito
Mapa político mostra nova guinada da América do Sul à direita