Vale do Ivaí sem secretaria
O Vale do Ivaí enfrenta a falta de representação política. Como fica a situação após o governo Ratinho Junior? Veja os detalhes.
Depois de oito anos, a região do Vale do Ivaí não deve ter um filho da terra como secretário de Estado para chamar de seu. Com o encerramento do governo Ratinho Junior, o jandaiense João Carlos Ortega e o apucaranense Beto Preto vão estar fora do governo. Ortega ocupou a Casa Civil e é homem da mais absoluta confiança de Ratinho. Deve ir para a iniciativa privada, embora o sonho dele era ser ungido conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Por sua vez, o apucaranense Beto Preto, após ficar oito anos na Secretaria de Saúde, reeleito deputado federal que foi, deve permanecer em Brasília e trabalhar pelas dezenas de municípios onde fez muitos votos, o que o tornou o quinto parlamentar mais votado do Paraná, com 177 mil votos. Além de ficar sem secretário de Estado, o Vale do Ivaí não vai ter nenhum deputado estadual para chamar de seu. O consolo são três federais: Sergio Souza (MDB), Beto Preto (PSD) e Arilson Chiorato (PT). Infelizmente, mais uma eleição em que Apucarana e o Vale do Ivaí como um todo ficam sem uma representação na Assembleia Legislativa.
Visitando o vice
O ex-prefeito de Apucarana, Junior da Femac, sua esposa, a empresária Carmen Izquierdo, e o deputado estadual Anibelli Neto (MDB) fizeram uma visita de cortesia ao vice-governador eleito Edson Vasconcelos, que reassumiu a presidência da Fiep — Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Junior e Carmen, que ocupa uma das vice-presidências da Fiep, são muito amigos de Edson Vasconcelos e fazem parte do mesmo grupo na federação.
Rodolfo Mota
Para o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, vencer a eleição para a presidência da Câmara Municipal é questão de honra. No começo do mandato, tentou emplacar o vereador Moisés Tavares e acabou perdendo para o vereador Danylo Acioli. Agora, com a indicação do vereador Tiago Cordeiro para disputar o cargo, Rodolfo tem certeza absoluta da vitória por contar com seis vereadores, a maioria, em sua base no Legislativo.
Londrina e Maringá
Além de Cascavel, cidade do vice-governador eleito Edson Vasconcelos, que vai ocupar a Secretaria de Infraestrutura, as cidades de Maringá e Londrina serão contempladas com a indicação de lideranças para ocupar importantes secretarias de Estado no governo Sérgio Moro. Outra cidade do interior que vai ter muita força no futuro governo é Ponta Grossa, onde a prefeita Elizabeth Schmidt é aliada de primeira hora.
Quatro da família
A família Francischini saiu muito fortalecida da eleição deste ano, conseguindo emplacar dois deputados federais, delegado Fernando Francischini e seu filho, Felipe Francischini, bem como duas deputadas estaduais: Flávia Francischini, esposa de Fernando, e Lu Bonato, mãe de Felipe. Havia algumas divergências na família que já teriam sido superadas e a convivência entre eles é da mais absoluta harmonia na política.
PP com Sergio Moro
Apesar do partido, que fazia parte da federação União Progressista, ter apoiado a candidatura de Sandro Alex ao governo do Estado, os deputados federais e estaduais eleitos pelo PP, após reunião com o governador eleito Sergio Moro, confirmaram que vão fazer parte de sua base política. O deputado federal Tião Medeiros, que na eleição não acompanhou a decisão do partido e apoiou Moro, pode ser chefe da Casa Civil.
BETO REFORÇA CONTORNO FERROVIÁRIO
O deputado federal Beto Preto (PSD) reforçou nesta sexta-feira que o contorno da malha ferroviária de Apucarana é a principal pauta de seu mandato. O parlamentar se pronunciou após o descarrilamento de um vagão interditar vários cruzamentos e derrubar a parede de uma loja de materiais de construção na Vila Nova, causando um susto danado e um grande prejuízo. Segundo o deputado Beto Preto, a nova concessão da Malha Sul “precisa olhar para o futuro, com planejamento, segurança e investimentos que respeitem a cidade e sua população. Não dá para se acostumar com essas cenas”, conclui o deputado apucaranense.
Vapt Vupt
* A diretoria da Globo recepcionou ontem para um almoço o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), horas antes de ele ser sabatinado pela própria emissora. O presidente Lula não teve a mesma deferência. O grupo Globo, pelo visto, já sinalizou a preferência por Bolsonaro.
* Quando vivo, o fundador do grupo Globo, jornalista Roberto Marinho, não escondia de ninguém que, para ele e suas empresas, “o que está é bom, mas o que vai entrar é melhor ainda”, ao se referir ao presidente da República. Em 1989, a Globo elegeu Fernando Collor.
* O ex-vereador Gilberto Cordeiro negou com veemência ter ido ‘plantar terror’ em funcionários da 16ª Regional de Saúde de Apucarana ou na Ciretran, o mesmo acontece em relação ao seu filho Ricardo Lima. Segundo ele, “é informação falsa de inimigo político”. Gilberto garante que não está atrás de cargo.
* Só depois de findo o segundo turno, o governador eleito do Paraná vai definir seu secretariado, embora já se saiba que alguns nomes estão certos e só falta serem oficialmente divulgados. Ex-integrantes da equipe de Beto Richa, quando governador, podem voltar ao governo.
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