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TSMC busca opções à China para obter terras raras, diz agência

Empresa busca reduzir risco de que o controle chinês de exportação afete operação

TSMC busca opções à China para obter terras raras, diz agência

Taipei (Taiwan) e Singapura | Reuters A fabricante de chips TSMC, de Taiwan, está avaliando alternativas a componentes de terras raras em equipamentos de fábrica, disseram três pessoas a par do assunto, com o objetivo de reduzir o risco de que os controles de exportação da China interrompam as operações nas unidades que produzem os chips mais avançados do mundo.

A iniciativa ressalta como o domínio chinês sobre as terras raras se tornou uma vulnerabilidade para a indústria global de semicondutores depois que o país, no ano passado, submeteu a controles de exportação, com exigência de licenças, determinados materiais de terras raras, ímãs e tecnologias de processamento relacionadas.

Ímãs de terras raras são comumente usados em motores que acionam peças móveis de equipamentos industriais, incluindo máquinas encontradas em fábricas altamente automatizadas, como as operadas pela TSMC. A escassez dessas peças especializadas poderia afetar a produção de chips para clientes das cadeias de suprimentos de smartphones, sistemas de IA, data centers e defesa.

A TSMC, maior fabricante mundial de chips sob contrato, consultou fornecedores sobre o uso de motores sem terras raras em equipamentos de automação industrial, de acordo com três executivos do setor informados pela empresa sobre seus planos. Uma das pessoas afirmou que a iniciativa foi motivada por preocupações com possíveis interrupções no fornecimento proveniente da China.

As discussões ainda estão em estágio inicial e não resultaram, até o momento, na adoção ampla de equipamentos sem terras raras, segundo duas das pessoas.

A TSMC não quis comentar.

PAÍSES TAMBÉM BUSCAM ALTERNATIVAS

Os esforços da TSMC vêm na esteira de declarações dos Estados Unidos e de Taiwan de que começariam a buscar formas de reduzir sua dependência das cadeias chinesas de fornecimento de terras raras e minerais críticos.

Em junho, Raymond F. Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan, a embaixada de fato de Washington em Taipei, afirmou que os Estados Unidos estão trabalhando com Taiwan e outros parceiros para desenvolver fontes alternativas de fornecimento, ampliar a capacidade de processamento e construir cadeias de suprimentos mais resilientes.

O ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, disse em fevereiro que o governo apoiaria o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial (ITRI), uma organização de pesquisa local, no desenvolvimento de tecnologias de terras raras, com planos de estabelecer, em até três anos, uma linha-piloto de produção que poderia atender a cerca de 50% da demanda interna da ilha.

Autoridades norte-americanas demonstraram interesse especial no trabalho do ITRI e mantiveram conversas com o instituto sobre a diversificação das cadeias de fornecimento de minerais críticos, segundo uma pessoa de um centro de estudos sediado nos EUA e familiarizada com as discussões. O Departamento de Estado do país não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Em comunicado, o ITRI afirmou estar trabalhando com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério de Assuntos Econômicos de Taiwan no planejamento de um projeto de terras raras. O instituto não fez outros comentários.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mercado
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