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Trump sugere que EUA podem cobrar pedágio no estreito de Hormuz

Presidente americano afirma que tarifa pode ser imposta caso acordo com Irã não seja concluído

Trump sugere que EUA podem cobrar pedágio no estreito de Hormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu neste sábado (20) que o governo americano pode cobrar um pedágio de passagem no estreito de Hormuz se não houver acordo com o Irã nas negociações de paz em curso.

Em publicação nas redes sociais, o republicano disse que a rota permanecerá livre de cobranças —a menos que os EUA decidam impor uma taxa caso o acordo não seja concluído, "como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros".

"Não haverá cobrança de pedágio no estreito de Hormuz durante os 60 dias de cessar-fogo. E também não haverá cobrança após esse período, a menos que sejam impostas pelos Estados Unidos da América como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros, caso o acordo não seja concluído", escreveu na rede Truth Social.

A publicação ocorreu horas depois de a Guarda Revolucionária do Irã e o comando militar iraniano anunciarem um novo fechamento do estreito de Hormuz ao tráfego de embarcações. Segundo Teerã, a medida foi adotada em resposta a violações do acordo de cessar-fogo firmado nesta semana entre Irã, Estados Unidos e seus aliados.

Em comunicado, as autoridades iranianas orientaram embarcações a evitarem a passagem, alegando riscos à segurança. O governo iraniano atribuiu a decisão aos recentes ataques israelenses no sul do Líbano, que deixaram dezenas de mortos e aprofundaram a instabilidade regional.

Apesar do anúncio iraniano, autoridades americanas contestaram a versão. O Exército dos EUA informou que o tráfego marítimo permaneceu ativo ao longo do sábado. Segundo Washington, 55 embarcações atravessaram o estreito transportando cerca de 17 milhões de barris de petróleo.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, declarou à emissora Fox News que não havia evidências de interrupção efetiva da navegação.

O estreito de Hormuz é considerado uma das passagens marítimas mais importantes do mundo. Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o corredor é responsável pelo escoamento de uma parcela significativa do petróleo exportado por países produtores da região.

Desde o início da atual escalada militar, a possibilidade de interrupções no tráfego marítimo tem sido acompanhada com atenção por governos e mercados financeiros devido ao potencial impacto sobre os preços da energia.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mundo
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