Trump é o melhor amigo que Israel já teve, diz Netanyahu
Presidente dos EUA se refere ao aliado, com quem iniciou a guerra no Irã, como
A poucos dias das eleições parlamentares israelenses, marcadas para o próximo dia 27, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a trocar afagos públicos. Em ligação telefônica, divulgada nesta segunda-feira (19), o republicano disse esperar uma vitória eleitoral tremenda do aliado, que o classificou como "o melhor amigo que Israel já teve".
Na conversa, filmada e transmitida em viva-voz, Netanyahu afirma também que Trump tem sido um "líder incrível do mundo livre". O presidente americano, por sua vez, diz que o israelense é um "grande guerreiro".
"[Você é] o melhor amigo que Israel já teve e terá na Casa Branca. E toda a nossa civilização se sente encorajada pela sua coragem. Donald, temos uma missão a cumprir. Você disse isso, e vamos cumpri-la juntos", afirma Bibi, como o primeiro-ministro de Israel é conhecido, ao aliado americano.
Netanyahu agradeceu o apoio manifestado por Trump na véspera. O americano escreveu na Truth Social, no domingo (18), que o premiê é "forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda", além de "guerreiro e parceiro pela paz". Também enalteceu a aliança entre Washington e Tel Aviv na guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro com uma ofensiva conjunta que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
A eleição de 27 de outubro será a primeira em Israel desde os ataques de 7 de outubro de 2023, liderados pelo grupo terrorista Hamas, que abalaram o país e desencadearam a guerra na Faixa de Gaza. O pleito é considerado um referendo sobre a liderança de Netanyahu, que terá o desafio de permanecer no poder após quase três anos de conflitos em diferentes frentes.
Netanyahu, que completará 77 anos neste mês, é o premiê que mais tempo permaneceu no cargo na história de Israel. Desde sua primeira eleição, em 1996, acumulou mais de 18 anos no poder, distribuídos por diferentes mandatos.
À frente do governo mais à direita da história israelense, o premiê agora tenta conquistar um novo mandato em uma disputa na qual, segundo pesquisas de intenção de voto, nem sua coalizão nem o bloco de oposição devem alcançar as 61 cadeiras necessárias para obter maioria no Parlamento. Nesse cenário, os partidos árabes israelenses podem ter papel decisivo na formação do próximo governo.
A campanha ocorre em meio a debates sobre as consequências dos ataques do Hamas e à expansão dos conflitos envolvendo Israel, que combateu o Hezbollah, no Líbano, e travou uma guerra com o Irã. Nesta segunda, Netanyahu disse que Israel mantém a capacidade de atacar seus inimigos a qualquer momento.
O apoio de Trump pode ajudar o premiê, mas seu efeito eleitoral é incerto. A popularidade do presidente americano entre os israelenses diminuiu diante de divergências entre Washington e Tel Aviv sobre o Irã.
Trump também enfrenta um teste eleitoral nos próximos dias, em novembro, quando os americanos irão às urnas para as eleições de meio de mandato, que renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. A votação será um termômetro da popularidade do republicano e poderá alterar o equilíbrio de forças no Congresso durante a segunda metade de seu mandato.
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