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Talibã prende 30 mulheres no Afeganistão por violar hijab, alerta ONU

Detenção por polícia moral faz crescer medo entre moradoras do país; Médicos Sem Fronteiras afirmam que funcionária foi detida

12/06/2026 13:13 Folha Mundo 0 visualizações há 1 mês
Talibã prende 30 mulheres no Afeganistão por violar hijab, alerta ONU

Autoridades na cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, prenderam pelo menos 30 mulheres, acusando-as de violar as regras de vestimenta impostas pelo Talibã, informou na quinta-feira (11) a agência da ONU para os direitos das mulheres.

A declaração ocorreu após a repressão a protestos contra as prisões no distrito de Injil, em Herat, na terça-feira (9).

De acordo com a organização, pelo menos duas pessoas, incluindo um menino, foram mortas, e mais de 20 ficaram feridas após disparos durante as manifestações, que reuniram dezenas de homens contra a detenção de mulheres por não usarem o chador ou a burca, vestimentas que cobrem completamente o corpo.

"As prisões aumentaram o medo e a apreensão entre mulheres e meninas em todo o Afeganistão", escreveu em nota a ONU Mulheres, acrescentando que muitas das mulheres já haviam sido liberadas.

Autoridades da polícia moral do Talibã, o Departamento para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, detiveram algumas mulheres nos dias anteriores aos protestos por supostamente não cumprirem as regras do hijab.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) também fez denúncias na quinta após a detenção de uma de suas funcionárias afegãs pela polícia moral de Herat. De acordo com a organização, a mulher foi acusada de "não respeitar o código de vestimenta".

"Finalmente, ela foi libertada, em 8 de junho, após ter de assinar, assim como seu marido e outros membros de sua família, um compromisso por escrito para usar no futuro o tipo de roupa imposto pelas autoridades", escreveu a MSF. A organização ressaltou que o incidente não é um caso isolado.

Forças locais negaram os relatos de que mulheres foram presas. Desde que tomou o poder em Cabul, em 2021, o Talibã impôs restrições amplas às mulheres e meninas no país devastado pela guerra, incluindo limites ao acesso à educação, ao emprego e ao esporte, o que motivou críticas internacionais.

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