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Taiwan volta a dar aulas “anticomunistas” em academias do Exército

Ministério da Defesa do país diz ser resposta às crescentes ameaças da China, que intensifica atividade naval perto da ilha. Leia no Poder360.

05/07/2026 10:28 Poder360 · Poder360 3 visualizações há 7 dias
Taiwan volta a dar aulas “anticomunistas” em academias do Exército

As Forças Armadas de Taiwan retomaram as aulas patrióticas “anticomunistas” para militares formados em academias. O Ministério da Defesa anunciou a medida neste domingo (5.jul.2026) e afirmou que a decisão responde ao aumento das ameaças militares e das tentativas de infiltração atribuídas à China.

A prática havia sido interrompida em 2002, quando a disciplina passou a ser chamada de “educação patriótica”. Segundo o ministério, a retomada busca reforçar a compreensão dos militares sobre a segurança nacional e sua missão institucional. As informações são da Reuters.

O comunicado afirma que os graduados precisam entender “por que” e “por quem” eles lutam, além de desenvolver uma “clara consciência de amigos e inimigos”.

Representantes do Conselho de Assuntos Continentais, do Conselho de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça e da Academia Sinica participarão das atividades e ministrarão palestras aos militares.

As campanhas patrióticas anticomunistas foram comuns em Taiwan durante a Guerra Fria, quando o governo difundia mensagens contra o regime da China continental. Pequim considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha.

No sábado (4.jul), Taiwan informou ter registrado mais de 110 embarcações militares e da Guarda Costeira chinesa ao longo da chamada 1ª Cadeia de Ilhas, número considerado recorde pelas autoridades locais. A região se se estende do Japão a Taiwan, Filipinas e Bornéu.

O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, afirmou que a mobilização demonstra o “expansionismo” chinês.

A Guarda Costeira da China realizou uma nova patrulha na costa leste de Taiwan. O governo taiwanês contestou a operação e reiterou que Pequim não tem jurisdição sobre as águas da região. O Ministério da Defesa da China não comentou o caso.

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