STF mantém deputado Thiago Rangel preso após suspeita de intimidação
Prisão foi mantida depois que a PF encontrou mensagens atribuídas ao deputado estadual em tom de ameaça à nova secretária de Educação do Rio. Ele está preso desde apoio por suspeita de corrupção.
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de liberdade do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), preso desde maio sob suspeita de chefiar um esquema de desvios de recursos na Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. A decisão manteve a prisão preventiva do parlamentar após a Polícia Federal apontar indícios de intimidação à nova secretária da pasta, Luciana Calaça.
Segundo a investigação, Rangel teria enviado mensagens em tom de ameaça à secretária depois de mudanças em cargos da secretaria, especialmente nas diretorias regionais de educação do Norte e Noroeste fluminense. A PF também afirma ter encontrado conversas e áudios que indicariam interferência do deputado em nomeações e decisões administrativas na área sob sua influência política.
O parlamentar foi preso no início de maio em uma apuração sobre o direcionamento de obras em escolas para empresas ligadas ao grupo investigado. As reformas, sob suspeita de superfaturamento, integram um conjunto de contratos da Educação que movimentou mais de R$ 1 bilhão e já havia levado à troca no comando da secretaria estadual.
Ao se manifestar contra a soltura, a Procuradoria-Geral da República apontou a gravidade dos delitos investigados e o risco de continuidade dos crimes e de interferência no processo. O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela manutenção da prisão e foi acompanhado pelos demais ministros da 1ª Turma. A defesa de Rangel nega ameaça, afirma que as mensagens foram retiradas de contexto e sustenta que o deputado é inocente.
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