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Starlink usará tecnologia da Qualcomm para ampliar cobertura 5G

A SpaceX fechou um acordo com a Qualcomm para equipar a infraestrutura terrestre de sua futura rede móvel 5G da Starlink nos Estados Unidos. A parceria, anuncia

Starlink usará tecnologia da Qualcomm para ampliar cobertura 5G

A proposta é combinar diferentes formas de conexão para ampliar a cobertura da rede. Além dos satélites que já fazem parte da operação da Starlink, a empresa pretende instalar dezenas de milhares de pontos terrestres, criando uma estrutura capaz de atender mais usuários e oferecer uma conexão mais estável em diferentes regiões.

Na prática, a iniciativa pode ajudar a reduzir situações comuns para quem depende do celular, como áreas sem sinal durante viagens ou chamadas interrompidas quando o usuário está em movimento.

A Qualcomm fornecerá as plataformas Dragonwing QRU100 e QDU100, além de software de camada 1, para as estações-base da Starlink Mobile. Esses componentes são responsáveis por processar os dados que circulam pela rede e ajudam a estabelecer a comunicação entre os equipamentos e os dispositivos conectados.

A estrutura terá tecnologia Massive MIMO, com 64 vias de transmissão e 64 de recepção. Na prática, o sistema utiliza várias antenas para atender mais conexões simultaneamente e aproveitar melhor o espectro, o que pode aumentar a capacidade da rede.

Durga Malladi, vice-presidente-executivo da Qualcomm, relaciona o acordo a um plano mais amplo de infraestrutura de conectividade, com a ambição de preparar o terreno para redes 6G projetadas com inteligência artificial (IA) desde a origem.

A rede terrestre deve complementar a cobertura dos satélites da Starlink. Com as duas estruturas integradas, a SpaceX quer manter a conexão estável em mais situações e diminuir problemas como chamadas interrompidas, inclusive em locais onde a infraestrutura tradicional de telefonia tem limitações.

Michael Nicolls, vice-presidente de Engenharia da Starlink, afirma que a parceria com a Qualcomm é importante para acelerar o desenvolvimento da arquitetura completa das estações-base, que terão papel central na expansão da rede móvel.

Outro aspecto do projeto destacado pelas empresas é a possibilidade de expandir a infraestrutura em diferentes etapas e trabalhar com múltiplas faixas de frequência. Segundo a Qualcomm, a arquitetura também foi desenvolvida para otimizar o consumo de energia dos equipamentos, algo importante para viabilizar uma operação de grande escala.

A implantação da nova infraestrutura está prevista para começar em 2027, com expansão gradual pelo território norte-americano ao longo dos anos seguintes. No Brasil, a novidade mais recente em relação à Starlink foi a parceria da empresa com a Vivo para fornecimento de internet via satélite nos celulares.

Fonte original Publicado originalmente por Canaltech
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