Campo Grande, MS | 26°C | 13 de Julho de 2026
AO VIVO 21:05
Política

Silveira defende que Petrobras baixe preços após queda do petróleo

Ministro de Minas e Energia vê espaço para estatal reduzir valores de combustíveis diante de recuo do brent. Leia no Poder360.

01/07/2026 10:30 Poder360 · Poder360 0 visualizações há 12 dias
Silveira defende que Petrobras baixe preços após queda do petróleo

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), vê espaço para a Petrobras reduzir os preços dos combustíveis diante da queda das cotações internacionais do petróleo Brent. Depois de meses pressionado pelos impactos da guerra no Oriente Médio, o valor do barril da commodity retornou nas últimas semanas ao patamar pré-conflito, na faixa dos US$ 70 a US$ 80.

“Com a baixa do Brent, respeitada a governança da Petrobras, temos que buscar melhores preços de forma gradual”, disse Silveira ao Poder360 na 3ª feira (30.jun.2026). 

Com o fim do conflito entre EUA e Irã e a estabilização da cadeia internacional de petróleo, a avaliação é de que os preços às distribuidoras podem ser reduzidos, o que deve baixar o valor do litro ao consumidor. A redução proposta por Silveira se somaria às que devem ser adotadas pela estatal diante do fim das subvenções do governo.

Na 3ª feira (30.jun), a Petrobras anunciou redução de R$ 0,35 no litro do diesel logo após o governo ter anunciado o fim da subvenção de mesmo valor, criada para o combustível para conter os efeitos da alta do petróleo durante a guerra. 

“Diante da evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados, a Petrobras informa que implementará a partir de amanhã, 1º de julho, uma redução nos seus preços de venda de óleo diesel”, disse a estatal em nota.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já sinalizou que o governo também avalia cortar nas próximas semanas outras subvenções adotadas durante a guerra, como a de R$ 1,12 ao diesel e a da gasolina, que recebeu subsídio de R$ 0,44 por litro. 

A continuidade dessas reduções está condicionada à estabilidade dos preços no mercado internacional e à manutenção da “neutralidade de preços” para o consumidor final, segundo Durigan. Na manhã desta 4ª feira (1º.jul), o Brent era negociado na faixa de US$ 72. No auge da guerra, o barril chegou a atingir a casa dos US$ 120.

À medida que o governo for retirando as subvenções, a tendência é que a Petrobras também reduza os preços de outros combustíveis.

Compartilhar:

Comentários (0)

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro!