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Richarlison mostra documentos após cobrança de Willer Tomaz

Jogador divulga números de processos sobre disputa por ilha e questiona demora na regularização do imóvel. Leia no Poder360

Richarlison mostra documentos após cobrança de Willer Tomaz

Jogador divulgou números de processos sobre disputa de propriedade em ilha em Angra dos Reis e questionou demora na regularização do imóvel

O atacante Richarlison, do Tottenham Hotspur, divulgou na 4ª feira (21.out.2026) números de processos judiciais e administrativos que, segundo ele, comprovam a compra de uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O jogador publicou um vídeo no Instagram em resposta ao desafio do advogado Willer Tomaz, que prometeu transferir os direitos sobre o imóvel caso o atleta apresentasse documentos válidos da aquisição.

Richarlison diz ter investido cerca de R$ 10 milhões na área em 2020, em sociedade com o deputado Alencar da Silveira Júnior e o empresário Renato Velasco, pela empresa Sport 70. Já a empresa WT Administração, de Tomaz, sustenta ter adquirido os direitos de ocupação do imóvel por meio de um acordo com a M Locadora, antiga titular desses direitos. Segundo o advogado, a WT pagou cerca de R$ 2 milhões em dívidas fiscais e administrativas da empresa em troca da transferência.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi incluído como testemunha em uma das ações depois de visitar o imóvel com Tomaz, em janeiro de 2021. Ele declarou não ter relação com a propriedade nem com a disputa judicial.

Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve uma decisão favorável à WT. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que o recurso exigiria reexame de provas e cláusulas contratuais. A empresa Sport 70, ligada ao jogador e a Velasco, desistiu da ação, que foi extinta sem julgamento do mérito.

Na legenda do vídeo publicado no Instagram, o jogador divulgou 3 números de processos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e explicou algumas das decisões.

Richarlison também divulgou 2 números de procedimentos da Secretaria do Patrimônio da União:

O atacante questionou a diferença no tempo de análise dos pedidos e criticou a atuação dos órgãos públicos.

“Para eles, foi… Aconteceu muito rápido, foi questão de dias ali. E a gente esperou quase um ano e não teve resposta. Então, eu, como cidadão brasileiro, queria ter esses privilégios, né? Saber como que faz para ter esses privilégios da Justiça resolver mais rápido para um do que para outros“.

No sábado (17.out), em texto enviado ao UOL, Tomaz desafiou Richarlison a apresentar, em 72 horas, um documento anterior a julho de 2022 que comprovasse o vínculo do jogador com o imóvel. Também exigiu comprovantes de pagamento dos R$ 10 milhões, declarando que transferiria os direitos sobre a propriedade sem cobrar nada caso os documentos fossem válidos.

No vídeo publicado, Richarlison respondeu diretamente ao advogado e contestou a versão de que aproveitou o período eleitoral para retomar a disputa. “Você falou que se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha. Então, está aí a prova”.

O jogador também disse que procurou Flávio Bolsonaro no início do ano para tentar resolver a situação, mas não recebeu resposta.

Na legenda da publicação, o atacante disse que pretende recuperar o imóvel e reconstruir a casa. Também declarou ter entregado a jornalistas investigativos e às autoridades um dossiê com recibos, contratos e conversas.

A assessoria do advogado Willer Tomaz informou por nota ao Poder360 que os valores apresentados por Richarlison divergem da empresa Sport 70 e que não foram pagos ao proprietário da mansão. E que o processo foi arquivado por ausência de indícios de crime.

“Os papéis exibidos pelo jogador Richarlison confirmam que o atacante pagou a posseiros, e não à proprietária de direito. Até os valores divergem: no vídeo, fala em R$ 4,66 milhões, mas a Sport 70, empresa ligada a ele, declarou nos autos ter desembolsado R$ 2,6 milhões. Do outro lado, há escritura registrada, certidão da SPU e decisões favoráveis em todas as instâncias, inclusive no STJ, transitadas em julgado.

“Por insistir em acusações sem lastro, Richarlison já é réu em Brasília. O negócio também passou por inquérito policial, arquivado por ausência de qualquer indício de crime. Quanto ao senador Flávio Bolsonaro, jamais integrou a disputa: apenas figurou como testemunha arrolada pelo ex-deputado de esquerda Alencar da Silveira Júnior, sócio do próprio acusador”.

O Poder360 questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro sobre o vídeo publicado por Richarlison, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida

Fonte original Publicado originalmente por Poder360
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