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Revolução dos chips: IBM apresenta primeira tecnologia menor que 1 nanômetro

Com disponibilidade geral esperada somente para a próxima década, o chip de 0,7 nm consegue carregar quase 100 bilhões de transistores

26/06/2026 09:10 Raphael Giannotti Canaltech 0 visualizações há 17 dias
Revolução dos chips: IBM apresenta primeira tecnologia menor que 1 nanômetro

Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira | 26/06/2026 às 10:10

Enquanto gigantes da indústria, como AMD e NVIDIA, caminham para lançar suas novas gerações de chips feitos em 2 nm da TSMC, a IBM atinge um novo marco histórico. A gigante da computação revelou o primeiro chip de menos de 1 nm do mundo, mais exatamente 0,7 nm (ou 7 angstroms), capaz de carregar quase 100 bilhões de transistores em um espaço minúsculo, cerca de duas vezes mais que seu chip de 2 nm de 2021.

Os resultados técnicos apontam um ganho expressivo em eficiência e desempenho para os computadores do futuro. A expectativa é que essa nova geração forneça até 50% mais performance ou consuma 70% menos energia em comparação aos chips anteriores de 2 nm. Na prática, esse salto tecnológico tem o potencial de acelerar o processamento de cargas de trabalho complexas, beneficiando diretamente infraestruturas de nuvem, eletrônicos de consumo e, principalmente, sistemas avançados de inteligência artificial generativa.

Para superar os limites atômicos e continuar reduzindo as dimensões, os pesquisadores da IBM criaram um design inédito batizado de "nanostack". Essa arquitetura se destaca como a primeira estrutura tridimensional baseada em "nanofolhas" da indústria. Em vez de dispor os componentes apenas horizontalmente, o novo modelo empilha e alterna verticalmente os transistores. Essa integração sequencial em 3D não apenas otimiza o espaço físico, mas também permite combinar diferentes materiais em cada uma das camadas, refinando o consumo de energia de forma independente.

De acordo com o cronograma de desenvolvimento da IBM, a validação física dos testes e as simulações em laboratório indicam que os primeiros chips comerciais utilizando a tecnologia "nanostack" devem chegar ao mercado nos próximos cinco anos. O desenvolvimento das ferramentas necessárias conta com a colaboração de parceiros estratégicos e com o uso de litografia extrema ultravioleta de alta abertura, garantindo a precisão atômica exigida por essa nova era da computação.

Até o momento, a Intel detém o recorde na indústria com sua mais recente litografia de 1,8 nm, chamada de 18A, e já presente nos processadores Core Ultra 300 de notebook.

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