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RecargaPay troca gestão financeira para se preparar para IPO nos EUA

Executivo vindo do J.P. Morgan vai estruturar a empresa para uma abertura de capital

RecargaPay troca gestão financeira para se preparar para IPO nos EUA

A RecargaPay, fintech de pagamento de origem argentina, acaba de trocar sua gestão financeira mirando um IPO (abertura de capital na bolsa de valores) nos Estados Unidos. Com isso, a empresa segue o movimento de outras companhias do segmento, como Nubank e Inter.

Após 18 anos no banco americano J.P. Morgan, Xavier Ibanez assume como CFO da startup e vai prepará-la tanto no sentido de crescimento, quanto na robustez da estrutura —há exigências de governança, compliance e outras áreas que precisam ser atendidas para que a empresa possa abrir capital no exterior.

Em entrevista à coluna, ele afirma que um de seus objetivos é aproximar a fintech de pagamento de fundos de investimento dos EUA, da Europa e da Ásia.

Segundo Ibanez, neste momento, a empresa avalia se faz uma listagem ainda com porte menor mesmo ou se busca um crescimento antes da abertura de capital, levando em consideração a correlação entre tamanho e interesse de investidores.

O executivo afirma que os balanços da RecargaPay já são auditados por uma consultoria no padrão do PCAOB (sigla em inglês para "conselho de supervisão financeira de empresas públicas"), algo que é exigido para listagem nos EUA.

Entre os desafios para a gestão, o executivo cita a volatilidade macroeconômica e mudanças regulatórias. A adaptação da operação ao split payment, mecanismo previsto na reforma tributária que separa e recolhe automaticamente o tributo nas operações entre duas empresas, foi um dos primeiros testes, segundo ele.

A RecargaPay tem 15 milhões de clientes e a base de usuários ativos cresceu 50% no último ano. Cerca de 70% da receita vem de tarifas de processamento de pagamentos, e a oferta de crédito para clientes responde por fatia menor.

Além disso, um novo produto lançado neste ano, o Tap to Pay, que permite receber pagamentos por aproximação de cartão no próprio celular, sem maquininha, cresce oito vezes a média do mercado e já contribui com a receita da empresa. Ibanez vê o segmento como uma fonte potencial de crescimento.

O RecargaPay opera em arquitetura aberta: clientes de qualquer banco usam o serviço de pagamentos sem precisar de produto financeiro da empresa.

Fonte original Publicado originalmente por Folha de S. Paulo
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