Pacheco desiste de disputar governo de MG, e PT busca palanque
Edinho amplia conversas em BH enquanto aliados citam entraves nas relações com Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo. Leia no Poder360.
Presidente nacional da legenda amplia conversas em BH enquanto Lula e João Campos articulam saídas para impasse
O PT trabalha para fechar até o início de junho o palanque de Minas Gerais para a eleição de 2026 depois da desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de disputar o governo estadual. A legenda avalia candidatura própria ou apoio a aliados.
A avaliação dentro do partido é de que a decisão do senador já é definitiva. Petistas afirmam que uma reunião entre Pacheco e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está descartada neste momento. Nesta 5ª feira (28.mai), Lula deve se encontrar com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), para discutir cenários eleitorais em Minas Gerais e São Paulo. Mas Pacheco estaria fora das negociações.
Pacheco já comunicou pessoalmente sua decisão de não disputar o governo estadual ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e também se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na semana passada. Quer ir para a iniciativa privada.
“O Rodrigo Pacheco declinou, não será candidato. Então nós estamos ainda fazendo conversas e análises sobre a posição do PT aqui em Minas Gerais”, afirmou ao Poder360 o deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
Com a saída de Pacheco, o PT abriu negociações para encontrar um substituto. Uma ala da sigla defende candidatura própria, mas Edinho já discute nomes de outros partidos aliados.
O presidente nacional do PT descartou publicamente a ex-deputada Marília Campos como opção ao governo estadual. Segundo ele, a petista deve disputar o Senado.
Entre os nomes analisados estão o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) também segue no radar, apesar de resistências internas.
Edinho viajará a Belo Horizonte neste sábado (30.mai) para uma rodada de reuniões com dirigentes, militantes e possíveis pré-candidatos.
Segundo Rogério Correia, um encontro estadual reunirá cerca de 1.500 pessoas e servirá como termômetro para medir a preferência da base petista.
A indefinição em Minas preocupa aliados de Lula, que tentam destravar os palanques estaduais para a disputa presidencial de 2026.
O PT quer concluir as negociações rapidamente, apesar de o prazo formal para definição das alianças ir até julho.
As conversas envolveram possíveis alianças e dificuldades para costurar apoios locais. Petistas citam entraves nas relações com Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo.
“Tem problemas. Embora sejam aliados, tem problemas com Kalil, com Gabriel Azevedo. Não é simples costurar uma aliança dessas”, afirmou Correia.