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OpenAI entra na disputa dos chips e desafia Nvidia e Google

OpenAI apresenta chip próprio de IA desenvolvido com a Broadcom, marcando nova fase na disputa por infraestrutura entre big techs.

24/06/2026 09:50 Valdir Antonelli Olhar Digital 0 visualizações há 18 dias
OpenAI entra na disputa dos chips e desafia Nvidia e Google

A OpenAI apresentou seu primeiro chip de inteligência artificial personalizado, desenvolvido em parceria com a Broadcom. O movimento marca uma mudança importante na estratégia da empresa: reduzir a dependência de fornecedores externos e ganhar mais controle sobre sua própria infraestrutura de IA.

O processador, chamado Jalapeño, foi criado para acelerar tarefas usadas em chatbots como o ChatGPT e outras aplicações baseadas em modelos de linguagem. E, na prática, ele atua justamente no ponto mais sensível desse tipo de tecnologia: a geração de respostas em tempo real, explica a Reuters.

O chip foi desenvolvido pelos engenheiros da OpenAI em parceria com a Broadcom, com foco em uma etapa específica chamada inferência — o momento em que o sistema processa uma pergunta e devolve uma resposta.

É um detalhe técnico, mas decisivo. É ali que tudo precisa acontecer rápido e sem travamentos.

Segundo a empresa, os primeiros testes internos já mostraram bons resultados, com o chip rodando modelos avançados dentro do esperado. Ainda em fase inicial, mas já considerado promissor dentro da companhia.

Google, Amazon e Meta também estão no mesmo caminho. Todas vêm investindo no desenvolvimento de chips próprios para tentar reduzir custos e, principalmente, não depender totalmente da Nvidia — hoje dominante nesse mercado.

O motivo é simples: a demanda por processamento explodiu com a popularização dos chatbots e das ferramentas generativas. E a infraestrutura virou gargalo.

Os engenheiros da OpenAI levaram cerca de nove meses para concluir o projeto do chip antes de enviá-lo para fabricação na TSMC, em Taiwan.

O desenvolvimento também teve um ponto curioso: parte do processo foi acelerada com uso de inteligência artificial, segundo a própria OpenAI. Ou seja, a IA ajudando a construir mais IA.

De acordo com a Broadcom, o desempenho do Jalapeño é comparável ao de soluções como as GPUs Blackwell da Nvidia e às TPUs do Google. Mas, nos bastidores, o que importa mesmo é outra coisa.

Para a OpenAI, ter um chip próprio significa autonomia. Menos dependência da cadeia tradicional e mais controle sobre o ritmo de evolução dos seus modelos.

Acreditamos que ele apresentará alto desempenho em todos os tipos de futuras iterações de LLMs.

A empresa já trabalha em novas versões dentro de uma linha contínua de desenvolvimento. Enquanto isso, a produção dos sistemas de servidor ficará com a Celestica.

No fim das contas, o cenário fica cada vez mais claro: a disputa pela liderança em inteligência artificial não está só no código. Está no silício também. E isso muda o jogo — talvez mais do que parece à primeira vista.

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