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O que quer Alcolumbre para tirar a PEC 6x1 da geladeira?

Presidente do Senado barganha proposta do fim da 6x1 para garantir sobrevivência

03/07/2026 19:01 Folha Mercado 0 visualizações há 9 dias
O que quer Alcolumbre para tirar a PEC 6x1 da geladeira?

Os empresários dos principais setores da economia contrários à votação da PEC do fim da escala 6x1 com bom trânsito no Senado estavam certos ao confiar que Davi Alcolumbre iria segurar a votação.

Antes da aprovação na Câmara essa era a única esperança que restava a eles, em meio ao barulho nas redes pela aprovação do texto e à adesão maciça dos deputados à proposta.

APEC foi aprovada em segundo turno com461 votos a favor e 19 contrários. No primeiro, o placar foi de 472 votos a favor e 22 contra.

Naquele momento, a percepção era a de que o apoio popular, referendado por pesquisas de opinião, levaria a uma aprovação rápida.

Nada disso aconteceu. Um mês se passou e a PEC foi para a geladeira de Alcolumbre. O presidente do Senado mandou aliados avisarem que não deve votá-la antes da eleição, com críticas ao tratamento recebido de Lula.

Para assustar, sinalizou que pode apoiar o fim da proposta de transição para a implementação da escala 6x1. Acabar com a transição não é uma proposta que agradaria o govermo, embora ninguem vá confirmar em público.

Alcolumbre não embarcou na PEC 7x0, que flexibiliza a jornada de trabalho, proposta do senador Rogério Marinho (PL), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro. Por outro lado, não aceitou a tentativa do presidente do CCJ, Otto Alencar (PSD), aliado do governo Lula na Bahia, de emplacar um petista na relatoria da PEC —um jeito de evitar o debate alongado no Senado cobrado pela oposição.

A sinalização animou os emprésarios. Mas o tema é a sobrevivência para Alcolumbre. Ele usa a PEC do fim da 6x1 para negociar: antecipar-se ao resultado das eleições de outubro e garantir sua reeleição à presidência para buscar proteção à pressão do que vem por ai no caso Master, sob a batuta do ministro do STF André Mendonça.

Não pode despachar o que tem de mais valor em cima do governo. Interessa à oposição deixar a votação para depois da eleição. Mas Lula tem o discurso pronto na campanha: o Senado é inimigo do povo. Não está fácil a decisão para Alcolumbre.

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