O papel dos embaixadores nas comunidades de eSports
Em um levantamento da Gamers Club com respostas do primeiro semestre de 2026, 76,87% dos entrevistados disseram jogar mais de um título. A maioria mantém um jog
Por Yuri “Fly” Uchiyama | 28/10/2026 às 13:41
Em um levantamento da Gamers Club com respostas do primeiro semestre de 2026, 76,87% dos entrevistados disseram jogar mais de um título. A maioria mantém um jogo principal e dedica parte do tempo a outros. Esse hábito ajuda a entender o desafio de quem trabalha com games e precisa acompanhar os interesses de uma comunidade que circula entre jogos diferentes.
A gente acompanha partidas ao vivo, conversa com jogadores de outros países e encontra pessoas com quem dividir uma vitória ou discutir uma derrota. As plataformas facilitam esses encontros, e os algoritmos passaram a influenciar quais transmissões e conteúdos chegam até nós. Dentro dessas conversas, criadores de conteúdo e jogadores profissionais ajudam a formar as referências que a comunidade compartilha.
Quando representam uma marca, esses profissionais levam consigo a relação que construíram com quem acompanha seu trabalho. Eles participam das conversas sobre jogos, percebem mudanças de interesse e recebem respostas do público. Na minha percepção, essa convivência pode ajudar uma empresa a entender melhor o que os jogadores esperam de uma iniciativa.
Alcance, visualizações e interações ajudam a avaliar o resultado de uma campanha. Para entender por que alguém continua participando de uma comunidade, a gente também precisa ouvir essas pessoas, conhecer as relações que desenvolveram ali e o que as faz voltar. O levantamento da GC descreve um hábito de jogo. Entender como esse hábito se relaciona com os criadores que cada pessoa acompanha exige essa escuta.
Por isso, envolver os embaixadores desde as primeiras discussões de um projeto. Um criador pode contribuir com o desenvolvimento de uma experiência, a comunicação de um produto ou o planejamento de um campeonato enquanto ainda há espaço para ajustar a proposta. O contato cotidiano com os jogadores pode ajudar a equipe a avaliar se o que está preparando faz sentido para aquele público.
No dia a dia de uma empresa, gosto da ideia de testar, observar os resultados e ajustar a rota antes de transformar uma decisão em algo difícil de mudar. Essa lógica também vale para o trabalho com criadores e jogadores profissionais. A gente pode discutir a proposta com eles, testar e usar os dados e as respostas da comunidade para decidir o próximo passo.
Para quem organiza um campeonato, por exemplo, essa troca pode começar durante o planejamento e continuar depois das partidas, ouvindo quem participou. Quero que a gente use esse aprendizado na próxima edição, para melhorar a experiência de quem dedica seu tempo a jogar e competir com a gente.
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