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Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; veja novos valores

Reajuste chega um dia após notícia de que a empresa pretende cortar cerca de mil vagas; plano com anúncios tem maior alta percentual, de 23,9%.

Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; veja novos valores

Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; premium chega a R$ 71,90

A Netflix aumentou nesta semana os preços dos três planos de assinatura no Brasil. Com a mudança, o plano mais caro, que permite assistir a conteúdos em até quatro telas simultâneas e oferece qualidade 4K+HDR, passa a custar R$ 71,90 por mês.

O reajuste ocorre em meio à notícia de que a Netflix pretende demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. Essa será a maior rodada de cortes da plataforma de streaming desde 2022.

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O maior aumento percentual foi no plano Padrão com anúncios, que ficou 23,9% mais caro. A modalidade permite assistir a conteúdos em até dois dispositivos simultaneamente, com qualidade Full HD.

Veja os novos preços da Netflix:

  • Padrão com anúncios: de R$ 20,90 para R$ 25,90 (alta de 23,9%);
  • Padrão: de R$ 44,90 para R$ 51,90 (alta de 15,6%);
  • Premium: de R$ 59,90 para R$ 71,90 (alta de 20%).

Em resposta ao g1, a empresa afirmou que busca entregar "mais valor" aos assinantes e por isso optou por atualizar os preços, "para continuar investindo em entretenimento de qualidade e melhorar a experiência de todos".

"Continuamos oferecendo filmes, séries, reality shows e muito mais – com opções para diferentes orçamentos", disse em nota.

O último reajuste da Netflix no Brasil havia ocorrido em maio de 2024, quando os preços dos planos subiram cerca de 12%. Na ocasião, a empresa afirmou que os aumentos permitiam ampliar a oferta de filmes e séries aos assinantes.

Agora no g1

Demissão em massa

Nesta quarta-feira (14), o The Wall Street Journal noticiou os planos da Netflix de demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a aproximadamente 6% de sua força de trabalho.

A decisão, segundo o jornal, foi comunicada por e-mail enviado pelos co-presidentes executivos da companhia, Greg Peters e Ted Sarandos.

A maior parte dos cortes deve atingir as equipes de produto, tecnologia, recursos humanos e o departamento jurídico.

No fim de 2025, a empresa tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral. Procurada pela agência de notícias Reuters, a Netflix não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

  • 📺 As demissões ocorrem em um cenário de concorrência crescente pela atenção dos consumidores e de mudanças no mercado global de entretenimento, marcado pela concentração de empresas e pela disputa por conteúdo e serviços de streaming.

Para diversificar as fontes de receita, a Netflix tem investido em publicidade, programação ao vivo e jogos, além do modelo tradicional de assinaturas.

A empresa busca ampliar as formas de monetização de sua base de usuários em um mercado no qual disputa espaço com plataformas digitais, emissoras e outros serviços de streaming.

Um dos movimentos recentes que ilustram a consolidação do setor foi a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery.

A Netflix participou da concorrência, mas perdeu para a Paramount Skydance, que concluiu neste mês a aquisição da companhia por US$ 110 bilhões.

A operação reúne sob o mesmo grupo importantes marcas do entretenimento e do jornalismo, como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS.

O negócio também combina franquias cinematográficas como Harry Potter, Batman, Missão: Impossível e Top Gun, além de estúdios, plataformas de streaming e redes de televisão.

Com a fusão, a companhia combinada passa a concentrar operações em cinema, televisão, streaming e jornalismo.

O grupo terá cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e será liderado por David Ellison. As ações passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”, após deixarem a Nasdaq.

A aquisição encerra uma das principais disputas recentes pelo controle de ativos de Hollywood e reforça a tendência de consolidação entre grandes empresas de mídia, que buscam reunir catálogos de conteúdo, canais de distribuição e diferentes fontes de receita para competir por audiência.

Fonte original Publicado originalmente por G1 Economia
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