MP pede condenação de Campopiano por transfobia contra Erika Hilton
Promotoria pediu indenização de R$ 100 mil após deputada estadual eleita chamar congressista de "homem biológico". Leia no Poder360.
O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) entrou com uma ação civil pública na 3ª feira (20.out.2026) contra a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) por ataque transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP).
Segundo o portal g1, o órgão pede que a deputada estadual pague indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais, publique uma retratação pública e faça um curso sobre inclusão social e combate à discriminação. A ação foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital e é assinada pelo promotor Ricardo Manuel Castro.
Campopiano chamou a congressista, uma mulher trans, de “homem biológico” em publicação no X em 5 de outubro. Na postagem, a assembleísta questionou, em tom de deboche, como seria para a adversária “saber que nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”.
A ação do MP-SP, obtida pelo g1, diz que a mensagem representou uma negação pública da identidade de gênero da deputada federal, e teve repercussão que ultrapassou a esfera individual. Segundo o órgão, a publicação de Campopiano produziu danos à coletividade de pessoas trans ao reforçar preconceitos e padrões de exclusão.
“O discurso que foi trazido pela ré caracteriza verdadeiro discurso de intolerância, ódio e menosprezo, que cria mais preconceitos e ressalta estereótipos”, diz o documento.
Erika Hilton foi reeleita deputada federal com 1,5 milhão de votos. O resultado a tornou a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados em toda a história do país.
Campopiano somou 1,9 milhão de votos para a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e se tornou a mulher mais votada do legislativo estadual paulista.
Ambas representam campos políticos distintos. Campopiano se autointitula a “maior inimiga das feministas” e pretende barrar propostas que defendam o movimento. Enquanto Erika defende pautas como o fim da escala de trabalho 6 X 1 e a defesa de direitos da comunidade LGBT+.
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