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Meta lança óculos inteligentes mais baratos e acirra disputa com Google

Meta lança nova linha de óculos inteligentes com IA por cerca de R$ 1.500 e reforça aposta em dispositivos vestíveis no mercado global.

23/06/2026 10:00 Valdir Antonelli Olhar Digital 0 visualizações há 19 dias
Meta lança óculos inteligentes mais baratos e acirra disputa com Google

A Meta apresentou nesta semana uma nova linha de óculos inteligentes por US$ 299 (cerca de R$ 1.500), em mais um passo da estratégia de Mark Zuckerberg para consolidar a empresa no mercado de dispositivos vestíveis. O lançamento, explica a CNBC, chega com preço mais baixo que a geração anterior e tenta ampliar o alcance dos smart glasses em um segmento ainda em expansão.

O anúncio também reforça uma disputa que já começa a ganhar corpo no setor. Embora ainda pequeno, o mercado de óculos inteligentes é hoje liderado pela própria Meta em parceria com a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban.

Os novos Meta Glasses chegam por US$ 299 (R$ 1.500), valor pelo menos US$ 80 (R$ 400) abaixo da versão anterior da linha Ray-Ban inteligente. A diferença, no entanto, não está só no preço. Desta vez, os óculos deixam de lado as marcas Ray-Ban e Oakley, mesmo mantendo a parceria com a EssilorLuxottica.

Isso dá um sinal interessante do reposicionamento da Meta. Em vez de depender do apelo de marcas já consolidadas no universo da moda, a empresa parece tentar empurrar o produto mais para o lado tecnológico — menos acessório estiloso, mais dispositivo do dia a dia.

Mesmo sem tela, os óculos trazem uma proposta bem direta: funcionar como um “companheiro” de bolso — ou melhor, de rosto. Eles vêm com câmera integrada e alto-falantes embutidos, permitindo capturar imagens, gravar vídeos e interagir com a inteligência artificial da Meta por voz.

Na prática, isso abre espaço para usos bem variados ao longo do dia.

A empresa também lançou uma nova base de carregamento específica para o produto, reforçando a ideia de um ecossistema próprio em torno dos óculos.

A Meta ainda está na frente nesse mercado, que continua pequeno, mas começa a se mover mais rápido. Em parceria com a EssilorLuxottica, a companhia já vendeu milhões de unidades desde 2021 e hoje concentra mais de 80% de participação no segmento.

Mark Zuckerberg vê esses óculos como um passo intermediário para algo maior: uma nova forma de computação baseada em inteligência artificial, que no futuro pode incluir telas diretamente nas lentes.

Enquanto isso, os concorrentes começam a reagir. O Google fechou parceria com a Warby Parker para desenvolver óculos com IA Gemini, e a Snap apresentou recentemente um modelo de US$ 2.195 (cerca de R$ 11.500), mirando uma evolução que, segundo a empresa, pode até substituir o smartphone.

Mesmo assim, o contraste é claro. A Meta teve muito mais tração com smart glasses do que com seus headsets de realidade virtual, que seguem mais restritos a nichos específicos.

No fim, esse lançamento reforça uma mudança maior em curso. A computação, aos poucos, começa a sair das telas tradicionais — e a disputar espaço direto no rosto do usuário, ainda que esse futuro esteja longe de ser completamente definido.

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