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Economia

Lula convoca militância nas redes sociais para pressionar STF contra bets

Presidente usa canal de Janones para convocar sociedade civil em audiência

Lula convoca militância nas redes sociais para pressionar STF contra bets

Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou a militância nas redes sociais para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra as bets. A corte realiza nesta terça-feira (3) uma audiência pública para debater a MP (Medida Provisória) editada pelo petista para proibir as apostas esportivas.

Em áudio publicado no canal Exército de Lula, no WhatsApp, o presidente pediu para os apoiadores ficarem atentos à audiência pública. "Precisamos que a sociedade civil decida o que a gente tem que fazer com as bets nesse país", afirmou o petista.

"Você sabe que eu sou contra as bets. Ela tem que fechar. Ela é um mal pra esse país, mas tem gente que é favorável, sobretudo os clubes de futebol e os empresários que ganham muito dinheiro", completou Lula no áudio.

A fala foi acompanhada por uma convocatória digital. O deputado André Janones (Rede-MG), criador do canal do WhatsApp, foi ao X (antigo Twitter) e pediu para os seguidores levantarem a tag #BetsNuncaMais, fazendo também uma publicação reclamando do ministro Luiz Fux, relator do caso.

"Estranho é que ele convidou para a audiência pública apenas os interessados nas bets: clubes de futebol, donos de bets, casas de apostas, CBF etc. Até sexta-feira nem mesmo o governo havia sido convidado, e somente depois de muita pressão chamaram o ministro da saúde e da justiça? Mas e a sociedade civil?", reclamou.

O parlamentar, que se tornou uma espécie de guru digital da esquerda após a eleição do presidente Lula, aumentou o tom da pressão: "Neste novo Brasil que se inicia, com uma comunicação digital ativa e com ruas e redes conectados, ninguém nunca mais vota nada escondido do povo".

O recado também pode ser entendido como uma indireta para o Congresso Nacional. A MP da proibição das bets tem validade até o dia 23 de novembro, podendo ser prorrogada por mais 120 dias. Para que ela seja definitiva, Câmara e Senado precisam aprová-la antes do fim da vigência.

O caso foi parar no STF por pedido da Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja). A entidade entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na corte, pedindo a suspensão integral da MP.

Segundo a Anseja, a MP não teve critério de urgência e disciplina tema que não poderia ser definido via medida provisória. Além disso, a associação aponta falta de estimativa de impacto orçamentário e financeiro e pontua que a medida traz insegurança jurídica.

O presidente Lula editou a MP durante a campanha eleitoral. O presidente entende que os jogos são viciantes e tiram orçamento das famílias, principalmente as mais pobres.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mercado
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