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JPMorgan: Vendas da Braskem (BRKM5) crescem, mas margens preocupam

Spreads têm queda em todos os principais produtos em relação ao trimestre anterior

JPMorgan: Vendas da Braskem (BRKM5) crescem, mas margens preocupam

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A Braskem (BRKM5) divulgou, nesta quinta-feira (29), dados operacionais referentes ao terceiro trimestre de 2026. De acordo com o JP Morgan, os volumes encerraram o período com desempenho positivo, enquanto os spreads caíram.

Leia também: Braskem tem queda de 18% nas vendas de principais químicos no Brasil no 3º tri

A companhia apresentou melhora sequencial nas vendas no Brasil e no México, enquanto os volumes na Europa permaneceram praticamente estáveis.

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O JP Morgan destacou a taxa de utilização das unidades no México, que atingiu 62%, o maior patamar desde a paralisação para manutenção realizada no primeiro semestre de 2026. Conforme os analistas, a evolução é especialmente positiva, considerando os problemas de liquidez que a Idesa vem enfrentando.

Já nos Estados Unidos e na Europa, os volumes de vendas caíram 2% entre um trimestre e outro, refletindo a menor disponibilidade de produtos na Europa e a antecipação de compras por parte dos clientes nos Estados Unidos para o trimestre anterior.

Os spreads também diminuíram nas duas regiões. O spread de PP nos Estados Unidos recuou 7%, enquanto o spread de PP na Europa apresentou queda de 88%.

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Operação no Brasil

A produção e as vendas no Brasil superaram as estimativas do banco estrangeiro, com a taxa de utilização das centras de matérias-primas estável em relação ao mesmo trimestre anterior. De maneira geral, a menor produção na Bahia e em São Paulo foram compensadas pela normalização das operações no Rio Grande do Sul.

Os volumes totais de vendas de resinas aumentaram 16% na comparação com o segundo trimestre, mas as vendas totais dos principais produtos químicos recuaram 3% no período. Em linha com as estimativas do JP.

Os spreads de todos os principais produtos também diminuíram em relação ao trimestre anterior, com destaque para o PE (polietileno), com queda de 52% e o PVC (policloreto de vinila): queda de 34%. De modo geral, os principais produtos químicos caíram 13%.

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Mesmo com o desempenho misto, o JP Morgan acredita que os resultados operacionais ficarão em segundo plano, por enquanto. Segundo o banco, os investidores parecem estar mais preocupados com os detalhes da reestruturação financeira, ainda sem data para divulgação.

Fonte original Publicado originalmente por InfoMoney
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