IA Claude poderá exigir confirmação de identidade dos usuários
Usuários da IA Claude poderão ter que confirmar a identidade por meio de documentos oficiais ou outras maneiras para continuar acessando a tecnologia em determinados casos. A medida aparece em uma versão atualizada das políticas de privacidade da tecnolog
A medida, que será implementada em julho, objetiva combater fraudes e abusos da tecnologia.
Usuários da IA Claude poderão ter que confirmar a identidade por meio de documentos oficiais ou outras maneiras para continuar acessando a tecnologia em determinados casos. A medida aparece em uma versão atualizada das políticas de privacidade da tecnologia, como noticiou o TechCrunch nesta segunda-feira (22).
Entre as justificativas alegadas para a exigência há o combate a fraudes, tentando coibir possíveis abusos da tecnologia. Com a mudança, a Anthropic também planeja cumprir exigências legais e de segurança que possam surgir, como a obrigatoriedade de checagem de idade implementada no início do ano.
Com a entrada em vigor dos novos termos de uso do Claude, o que está previsto para acontecer no dia 8 de julho, a IA poderá solicitar uma versão digitalizada de documentos como carteira de motorista ou passaporte. Em certos casos o sistema exigirá, ainda, o envio de selfie ou vídeo para complementar o processo.
A companhia negou que a verificação de identidade tenha relação com a suspensão dos modelos Fable e Mythos após determinação da Casa Branca. A medida, que previa o bloqueio a acessos de estrangeiros, fez a Anthropic paralisar a oferta das IAs avançadas para todos devido às dificuldades de cumprir a ordem.
Na versão mais recente das políticas de uso do Claude, é informado que a empresa possui autorização para exigir o compartilhamento de documentos para diferentes finalidades. Criação e administração de contas, prevenção e investigação de abusos e crimes são algumas delas.
A nova política de uso da IA Claude levantou dúvidas sobre o armazenamento dos dados coletados para a confirmação de identidade, como ressaltou a publicação. As informações serão processadas pela Persona, plataforma global de verificação de identidade.
Os questionamentos apontam a falta de clareza sobre quanto tempo esses dados sensíveis ficarão armazenados nos servidores da empresa, quem terá acesso a eles e quais proteções serão utilizadas para evitar acessos indevidos. A Anthropic não divulgou esses detalhes.
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