Hapvida, por meio da NotreDame Saúde, reforça aposta no segmento premium
Novos planos de saúde da marca vão ampliar foco na prevenção
A NotreDame Saúde, marca do Grupo Hapvida voltada ao segmento premium da saúde suplementar, lançará seis opções de planos de saúde nesta terça-feira (20), na capital paulista. A iniciativa ficará concentrada nos mercados de São Paulo e do Rio de Janeiro, e busca ampliar a atuação da companhia em uma faixa de maior valor agregado, mas com foco na prevenção de doenças.
O portfólio terá as modalidades Prata, Prata Max, Ouro, Ouro Max, Diamante e Diamante Max. Segundo a empresa, os produtos oferecerão acesso a hospitais e laboratórios de ponta da rede credenciada, além de serviços exclusivos.
A estratégia será apresentada sob o conceito de "premium inteligente", que combina atendimento personalizado, análise de dados e acompanhamento das necessidades dos beneficiários. A proposta é antecipar demandas de saúde e ampliar o foco na prevenção, em vez de priorizar o atendimento ao paciente adoentado.
"Estamos reescrevendo esse roteiro", afirma Luccas Augusto Adib, CEO da companhia, ao comentar a mudança de um modelo centrado no tratamento para outro que busca antecipar as necessidades dos clientes. Segundo ele, a experiência da empresa no atendimento a milhões de pessoas e o uso de dados devem contribuir para personalizar o cuidado.
O lançamento amplia a oferta da marca voltada ao público de maior poder aquisitivo, mas a empresa não divulgou metas de adesão, projeções de receita ou estimativas de participação de mercado para os novos produtos.
A novidade faz parte das novas estratégias da Hapvida, que passa por reestruturação. Em recente entrevista ao Painel S.A., Adib, que assumiu o posto de CEO em abril deste ano para reestruturar a companhia, disse esperar que o "turnaround" da empresa termine até 2028.
No segundo trimestre deste ano, a Havida reportou queda de 95,8% no lucro líquido ajustado, em parte devido à piora da sinistralidade —indicador que mostra quanto da receita da operadora é destinado ao pagamento de despesas médicas e assistenciais. No período, o índicador subiu três pontos percentuais, chegando a 75,2%.
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