Governo zera imposto de importação de insumos para desenvolvimento científico
Universidades têm hoje apenas imunidade parcial, calculada por cotas
O Ministério da Fazenda anunciou nesta quarta-feira (21) a imunidade tributária total para a importação de materiais, por fundações de apoio às universidades, para ações e pesquisas voltadas ao desenvolvimento científico e tecnológico. Assim, o governo amplia um benefício fiscal que já existe.
Hoje, esse sistema funciona por meio de cotas, ou seja: a partir de determinado patamar, as importações são tributadas. Com a medida, ficará mais barata a importação de insumos, reagentes e materiais considerados fundamentais pelas universidades para o desenvolvimento científico e tecnológico.
Hoje, essa cota é administrada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Fazenda não divulgou o impacto fiscal da imunidade tributária total, mas técnicos da Receita Federal disseram à Folha que é irrisório.
"É preciso que a gente vá além. Precisamos transformar o nosso conhecimento em desenvolvimento concreto, em inovação pras pessoas", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, presente no anúncio.
Presente no evento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, explicou que essa cota existente hoje foi ampliada para importações de US$ 354 milhões. Ainda com o aumento, segundo ela, há demanda de universidades que não foram atendidas.
A mudança ocorreu a partir de um pedido da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir de então, o Ministério da Fazenda, por meio da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), fez mais de 40 reuniões para tratar do tema, e entendeu que há constitucionalidade na medida.
Segundo a Fazenda, a medida trará agilidade e flexibilidade administrativa para as fundações de apoio durante a importação dos bens.
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