Governo prega cautela e pretende 'ignorar' Flávio Bolsonaro nos EUA
Integrantes da gestão Lula dizem que é preciso mostrar trabalho e se preocupar menos com bolsonarista
Aliados de Lula têm pregado cautela após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos e governistas dizem que a ordem é ignorar eventuais falas e declarações do parlamentar.
A avaliação é que o presidente precisa governar o país e não dar voz ao adversário que sequer reconheceu o resultado das eleições no domingo (25).
Nesta terça-feira (27), o presidente Lula (PT) chamou a fuga de Flávio de "vergonhosa" e disse que o senador deveria ter entregado o passaporte às autoridades.
"E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia, porque, se não tivesse, um miliciano não poderia ter sido candidato à Presidência da República", disse.
Integrantes do governo dizem que a carta divulgada pelo senador em que se autoproclamou presidente eleito do Brasil o fez perder mais credibilidade e só comprova que ele não honrou os quase 60 milhões de votos que recebeu.
Um governista disse, sob reserva, que Flávio age como "moleque" e que não vai ser o governo que vai dar "palco para maluco".
A missão de se manifestar sobre Flávio Bolsonaro ficou com o PT, que cobrou um posicionamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"O Tribunal Superior Eleitoral precisa se pronunciar urgente e firmemente. Flávio Bolsonaro não apenas se autoproclamou presidente como mentiu descaradamente e contestou o resultado oficial proclamado pela Justiça Eleitoral. E ele deve responder por isso", disse o secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares.
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