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Governo anuncia minerais críticos como prioridade e reunião de conselho

Márcio Elias Rosa (Indústria) afirma que Conselho criado pela nova política terá 1º encontro em menos de 30 dias. Leia no Poder360

Governo anuncia minerais críticos como prioridade e reunião de conselho

A nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos será prioridade no final do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e no 4º mandado do petista a partir de 2027, disse nesta 3ª feira (3.nov.2026) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Ao sancionar o projeto aprovado pelo Congresso, o Planalto colocou o ministério comandado por Elias Rosa no comando da política para o setor. A decisão busca mostrar ao setor privado que a prioridade da nova política é a industrialização e o processamento dos minerais no país.

“Em nome do presidente Lula, já que sou o ministro que cuida desse tema, quero assumir o compromisso de guardar sempre a prioridade, definir absoluta prioridade pra esse tema”, disse o Elias Rosa durante a abertura do Seminário “Implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos”, na Câmara dos Deputados.

O Mdic também está à frente do novo Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), que definirá o direcionamento da política brasileira para o setor. Elias Rosa anunciou que o colegiado fará sua 1ª reunião “em menos de 30 dias”.

A pasta da Indústria atua na organização do encontro em coordenação com a Casa Civil, que ocupará a Presidência do pleno do colegiado, composto por 13 ministérios do governo e representantes do setor privado, dos Estados e dos municípios. Segundo o ministro, a reunião só não será na próxima semana por conta da viagem de Lula para a COP31.

Elias Rosa também anunciou um esboço inicial do cronograma de implementação da nova política de minerais críticos. A 1ª reunião do conselho será para definir a Lista Oficial de Minerais Críticos e Estratégicos e as cadeias de minerais que serão priorizadas pelo governo.

“Na definição da lista, não tem muito segredo, todo mundo que é especialista no tema sabe. Pode eventualmente se surpreender com a ausência de algum [mineral], mas acho que não deverá ter nenhuma surpresa”, declarou.

Em seguida, o Conselho deve avançar com a definição das diretrizes da nova política, fase de estruturação dos instrumentos criados no texto aprovado pelo Congresso. Só depois dessas duas etapas iniciais, o governo iniciará a discussão sobre os critérios usados para a triagem de investimentos no setor, um dos pontos mais sensíveis da nova política. Segundo o ministro, esse será um debate “mais demorado”.

O conselho terá o poder de avaliar e homologar operações de relevância estratégica no setor, como transferência de controle societário, compartilhamento de informações geológicas ou contratos internacionais envolvendo minerais críticos e estratégicos. Essa atribuição é vista com preocupação pelo setor de mineração, que teme a possibilidade de insegurança jurídica e afastamento de investimentos estrangeiros.

Como mostrou o Poder360, o Cimce deve priorizar a análise prévia de investimentos de empresas vinculadas ou sob influência de Estados estrangeiro. Em um aceno aos integrantes do setor privado presentes no seminário, Elias defendeu o mecanismo de triagem, mas reforçou que o objetivo da medida não é afastar capital internacional.

“O mundo inteiro realiza triagem de investimentos. O Brasil é que não faz. E nós precisamos fazer. É óbvio que ao fazê-lo, nós não vamos fazer para afugentar investimentos. É justamente para ser porta de entrada de investimentos e não barreira. Às vezes me perguntam isso se não vai se constituir um óbice. Ele não cumpriria o seu papel se fosse um critério de exclusão. Não é isso. É, como o nome diz, de triagem, a exemplo do que o mundo inteiro faz”, disse o ministro.

Fonte original Publicado originalmente por Poder360
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