Flávio Bolsonaro defende programa Bolsa Família: "direito adquirido"
Pré-candidato disse ser favorável à isenção do IR e prometeu relação "radicalmente" diferente com a imprensa em relação ao governo do pai.
Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a manutenção do Bolsa Família como um "direito adquirido" da população. Em evento da revista Veja nesta segunda-feira (15), Flávio apresentou propostas para ampliar o alcance e garantir maior segurança ao programa.
O senador afirmou que, se eleito, pretende criar um mecanismo para garantir o recebimento do auxílio pelos beneficiários por um período maior mesmo após ingressarem no mercado formal de trabalho ou abrirem o próprio negócio.
Segundo o parlamentar, o receio de perder o benefício ainda é um dos principais fatores que afastam trabalhadores da formalização.
Flávio Bolsonaro argumentou que a maioria dos beneficiários já exerce alguma atividade, ainda que de forma informal, e disse ver o Bolsa Família como uma espécie de segurança diante das incertezas econômicas.
Pelas regras atuais, o beneficiário que consegue emprego com carteira assinada continua a receber 50% do valor por até dois anos, desde que a renda por pessoa da família permaneça abaixo de meio salário mínimo.
Além do programa social, Flávio Bolsonaro também defendeu a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. O pré-candidato afirmou que a medida já era uma promessa da gestão de seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em crítica ao modelo atual, disse que Bolsonaro teria achado outra forma de compensar a isenção sem aumentar a carga de impostos para cumprir compromissos fiscais.
O senador criticou ainda o relacionamento do governo de Bolsonaro com a imprensa. Na avaliação de Flávio Bolsonaro, houve falhas na condução da política de comunicação e no tratamento dado a veículos jornalísticos, o que, segundo o parlamentar, precisa ser revisto.
Flávio Bolsonaro afirmou que, caso chegue à Presidência, vai estabelecer uma relação mais institucional e equilibrada com a imprensa. "Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro", declarou.
Lula libera R$ 337 milhões para combate a incêndios florestais
Aprovação de Lula supera desaprovação pela 1ª vez na série BTG/Nexus