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Expectativa é de paz e tranquilidade, diz Kassio ao votar

Ministro ignorou pergunta sobre transporte de indígenas no segundo turno

Expectativa é de paz e tranquilidade, diz Kassio ao votar

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, votou na manhã deste domingo (25), em Brasília.

"A expectativa é de que tudo transcorra em paz e na normalidade", disse Kassio a jornalistas ao sair da cabine eleitoral.

O ministro votou no Colégio Perpétuo Socorro, no Lago Sul, bairro nobre da capital federal, às 8h, quando foi iniciada a votação em todo o país.

Ele chegou ao local às 7h35, para acompanhar a emissão da zerésima, documento que comprova que a urna eletrônica ainda não recebeu nenhum voto.

Kassio é natural de Teresina, capital do Piauí. Nas eleições deste ano, ele solicitou voto em trânsito. Dessa forma, ele não votou na disputa pelo governo do Distrito Federal, que será decidida no segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).

Ao sair do local, o magistrado foi questionado pela imprensa sobre determinação dele que exige autorização prévia para que órgãos públicos de todo o país façam o transporte de indígenas para o segundo turno das eleições.

A decisão foi contestada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no STF (Supremo Tribunal Federal). Kassio não falou sobre o tema.

Na noite de sábado (24), o presidente da corte eleitoral fez um pronunciamento em rede nacional sobre o segundo turno. O ministro alertou os eleitores para que checassem os locais de votação, já que alguns tiveram alterações ao longo da semana.

Além disso, o magistrado também pediu para que o eleitorado se mantivesse atento a mensagens com "caráter sensacionalista e acusatório" contra quaisquer candidatos ou contra a própria Justiça Eleitoral.

Kassio tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral sob a promessa de "autocontenção", defendendo que a corte interferisse o mínimo possível nas disputas políticas.

Contudo, na reta final da campanha, Kassio abandonou a ideia, e, na avaliação de outros integrantes do tribunal, ele tem mostrado engajamento explícito na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Presidência.

Ao longo da campanha, o ministro deu mais de uma decisão controversa, como a suspensão da divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou queda nas intenções de voto de Flávio e a censura ao canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

Fonte original Publicado originalmente por Folha de S. Paulo
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