Ex-assessor de Trump admite culpa em tribunal por vazar documentos
John Bolton compilou informações confidenciais para um livro; foi indiciado por 18 acusações. Leia no Poder360.
O ex-assessor de Segurança Nacional de Donald Trump (Partido Republicano), John Bolton, declarou-se culpado, na 6ª feira (26.jun.2026), pelo manuseio de informações confidenciais de segurança. Bolton fez anotações de documentos para a escrita de um livro.
Hoje um crítico de Trump, o ex-conselheiro foi indiciado por 18 acusações relacionadas ao manuseio inadequado de material confidencial. Inicialmente, havia se declarado inocente.
A admissão de culpa, antecipada nas últimas semanas, foi feita em um tribunal federal, em Greenbelt, Maryland, e faz parte de um acordo para diminuir a sentença.
“Eu cumpri meu dever”, afirmou Bolton ao ser questionado sobre as ações. Acrescentou que “lamenta muito o ocorrido”.
Bolton também foi acusado de usar um endereço de e-mail pessoal e aplicativos de mensagens para compartilhar mais de 1.000 páginas do livro contendo informações confidenciais para a esposa e as filhas, as quais não tinham permissão para ter acesso. Para a Justiça, o ex-conselheiro “abusou de sua posição”.
O livro “O Quarto Onde Aconteceu” foi publicado em 2020, apesar das tentativas da Casa Branca e do Departamento de Justiça de impedir, baseando-se em questões de segurança nacional.
As 18 acusações poderiam resultar, originalmente, em até 18 anos de prisão. Com o acordo, Bolton pode receber liberdade provisória ou até 5 anos de prisão. Já foi acordada uma multa de US$ 2,5 milhões.
O ex-conselheiro demitido do governo Trump em seu primeiro mandato –de 2017 a 2020– já chamou o presidente norte-americano de “surpreendentemente desinformado”. O livro traz relatos críticos sobre o governo Trump.
O presidente norte-americano, por sua vez, chamou Bolton de “um cara mau” e “militarista maluco”.