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Erika Hilton rebate André Fernandes e cita vídeo de "depilação íntima"

Deputado afirmou que Erika foi "humilhada" pelo governo após rejeição de escala 4x3.

28/05/2026 10:31 Congresso em Foco 0 visualizações há 5 horas
Erika Hilton rebate André Fernandes e cita vídeo de "depilação íntima"

Durante votação da PEC do fim da escala 6x1 no Plenário da Câmara na quarta-feira (27), o deputado André Fernandes (PL-CE) afirmou que a deputada Erika Hilton (Psol-SP) foi humilhada pelo próprio campo político após sua proposta de escala 4x3 ser rejeitada. "Você foi humilhada pelos seus colegas, pelo seu partido, pelo seu governo", declarou, ao criticar o que classificou como recuo do governo e de partidos de esquerda.

Segundo o deputado, uma emenda articulada pela base governista teria impedido a votação da proposta original de Erika Hilton e substituído a escala de quatro dias de trabalho e três de folga para cinco dias de trabalho e dois de folga, aposta mais moderada.

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, o substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) à PEC 221/201, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta tramitava em conjunto com a PEC 8/2025 de Erika, que previa 36 horas semanais.

Erika Hilton rebateu e afirmou que a proposta mais ampla só não avançou por resistência da oposição. A deputada ironizou um vídeo que André Fernandes que ensina "depilação íntima". "Humilhante é se tornar deputado ensinando na internet fazer depilação íntima", relembrou.

A declaração se referia a uma publicação feita pelo deputado enquanto ainda era youtuber. No vídeo, André Fernandes ensina como realizar a depilação íntima em casa.

A PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso sem redução salarial. A proposta, de autoria de Reginaldo Lopes (PT-MG) e relatada por Leo Prates (Republicanos-BA), teve ampla aprovação, com 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.

O texto prevê implementação gradual: após 60 dias da promulgação, a carga cai para 42 horas por um ano, até atingir as 40 horas. Também permite escalas flexíveis em áreas essenciais e negociação diferenciada para trabalhadores considerados "hipersuficientes".

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