Defesa de Augusto Lima nega irregularidades na Compliance Zero
Advogados de Augusto Lima dizem que diligências da PF foram desnecessárias e que fatos apurados na Compliance Zero são lícitos. Leia mais no Poder360
Advogados dizem que diligências da PF foram desnecessárias; investigado é citado na 9ª fase da operação Compliance Zero
A defesa de Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, afirmou nesta 5ª feira (18.jun.2026) que as diligências realizadas pela Polícia Federal na 9ª fase da operação Compliance Zero eram “desnecessárias”. Segundo os advogados, Lima “está há 6 meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”.
Augusto é citado pela PF em investigação sobre relação ilícita entre gestores do Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em decisão assinada na 4ª feira (17.jun), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou medidas cautelares contra investigados no caso.
Em nota enviada ao Poder360, a defesa afirmou que as medidas “contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”. Também disse que Augusto Lima “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”.
A manifestação é assinada pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebastián Mello.
“As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.
“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.
“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.”
As apurações sobre as fraudes no Banco Master estão no escopo da Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A 1ª fase prendeu provisoriamente os principais executivos ligados à instituição liquidada pelo BC. Ainda em novembro, o TRF-1 autorizou o uso de tornozeleira eletrônica e o retorno dos investigados para casa.
O caso passou a tramitar no STF a partir de dezembro de 2025, sob o comando do ministro Dias Toffoli. Ele autorizou a 2ª fase em janeiro de 2026, mas deixou a relatoria em 12 de fevereiro. André Mendonça assumiu. Vorcaro voltou a ser preso no início de março. Está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele entregou uma proposta de delação premiada, cuja análise por parte do ministro do Supremo deve levar semanas.