Com pós-eleição, XP revela onde prefere investir em fundos imobiliários
A reprecificação dos ativos domésticos após as eleições tornou o cenário mais desafiador para os fundos imobiliários
Publicidade
A reprecificação dos ativos domésticos após as eleições, diante da menor expectativa de uma mudança fiscal nos próximos anos, tornou o cenário mais desafiador para os fundos imobiliários. A avaliação é da XP, que aborda a alta dos juros de mercado e dos prêmios de risco como fatores de pressão sobre os fundos listados.
Esse conjunto de fatores tende a afetar especialmente os segmentos mais sensíveis às oscilações dos juros de longo prazo.
Apesar do ambiente, a XP considera importante manter uma alocação estrutural em fundos imobiliários. A casa de análise sustenta que a classe ainda oferece rendimentos recorrentes atrativos, fundamentos setoriais sólidos e descontos elevados.
Baixe agora (e de graça)!Entre os segmentos analisados dos FIIs, os galpões logísticos aparecem como o mais defensivo entre os fundos de tijolo, enquanto os fundos de recebíveis imobiliários devem continuar desempenhando papel importante nas carteiras.
Já lajes corporativas, shoppings, fundos de fundos, multiestratégias e Fiagros exigem atenção a riscos específicos.
Leia Mais: Vacância de escritórios no Rio cai ao menor nível desde 2014, mostra Binswanger
Continua depois da publicidade
Galpões logísticos e recebíveis estão entre as preferências da XP
No mercado de lajes corporativas, a XP observa uma recuperação dos fundamentos em São Paulo, impulsionada pelo retorno ao trabalho presencial e pela oferta limitada de imóveis.
A combinação tem contribuído para a redução da vacância e para o crescimento dos aluguéis, especialmente nas regiões mais valorizadas.
Mesmo assim, o segmento continua sendo o mais descontado da indústria, embora sua elevada sensibilidade aos juros de longo prazo justifique uma exposição mais moderada no cenário atual.
Continua depois da publicidade
Os galpões logísticos, por sua vez, são apontados como o segmento mais defensivo entre os fundos imobiliários de tijolo. A demanda aquecida, impulsionada principalmente pelo comércio eletrônico, tem sustentado níveis elevados de absorção e levado a vacância à mínima histórica.
Embora haja um volume relevante de novas entregas previsto, boa parte dos empreendimentos já está pré-locada, o que tende a preservar a ocupação e abrir espaço para reajustes de aluguel, em alguns casos acima da inflação.
Para os fundos de shopping centers, a avaliação é mais cautelosa. A desaceleração da atividade econômica, os juros elevados e o maior comprometimento da renda das famílias representam desafios para o segmento. Nesse cenário, a XP prioriza fundos com ativos dominantes em suas regiões de influência, exposição aos públicos das classes A e B, reservas robustas e potencial de monetização de empreendimentos maduros.
Continua depois da publicidade
A casa também chama atenção para a sustentabilidade dos rendimentos, diante da diferença entre os valores distribuídos e a geração recorrente de resultados, medida pelo FFO.
Leia Mais: Tesouro IPCA+ ganha atratividade; vale trocar FIIs pela renda fixa?
Fundos de papel oferecem proteção em cenário de juros elevados
Entre os fundos de recebíveis imobiliários, a XP mantém uma visão positiva e destaca a combinação de rentabilidade atrativa e menor volatilidade.
Continua depois da publicidade
Os fundos indexados ao IPCA podem se beneficiar do cenário inflacionário e, segundo a análise, apresentam descontos relevantes em relação ao valor patrimonial. Já os fundos atrelados ao CDI tendem a oferecer menor volatilidade e podem continuar favorecidos pela perspectiva de manutenção da Selic em patamares elevados por mais tempo. A preferência da instituição é por fundos com risco de crédito entre baixo e moderado.
No segmento de fundos de fundos (FOFs) e multiestratégias, a XP identifica potencial de retorno nos descontos em relação ao valor patrimonial e nos prêmios de risco acima da média histórica. Os dividend yields elevados também contribuem para a atratividade da classe.
Ainda assim, a recomendação é manter uma exposição menor e com viés tático, devido à maior sensibilidade desses veículos às oscilações da curva de juros. A preferência recai sobre fundos com maior exposição a crédito, posições de caixa mais elevadas e equipes de gestão experientes, com histórico consistente de geração de retorno excedente (alpha).
Como fica a situação dos Fiagros?
Para os Fiagros, a avaliação também é de cautela. Os fundos voltaram a negociar com descontos expressivos em relação ao valor patrimonial, mas a perspectiva de juros elevados por mais tempo pode pressionar devedores mais alavancados. Por isso, a XP recomenda priorizar carteiras de crédito de alta qualidade, diversificação entre devedores e regiões e reservas robustas para absorver eventuais impactos de inadimplência.
De forma geral, a XP avalia que os descontos e os rendimentos oferecidos pelos fundos imobiliários continuam sustentando o interesse pela classe, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais adverso.
Leia Mais: Escala 6×1, Casas Bahia e reforma tributária: o que preocupa os FIIs de shoppings?
Comentários 0
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.