Campo Grande, MS | 26°C | 29 de Outubro de 2026
AO VIVO 00:36
Brasil

Com 90% dos votos apurados, eleição em Israel segue indefinida

Nesse cenário, quem pode fazer a diferença são os partidos árabes, que tiveram um crescimento expressivo.

Com 90% dos votos apurados, eleição em Israel segue indefinida

Eleição em Israel segue sem vencedor definido

Com 90% dos votos apurados, a eleição em Israel segue indefinida. Em Tel Aviv, os enviados especiais Murilo Salviano e Fábio Oliveira mostram que, nesse cenário, quem pode fazer a diferença são os partidos árabes, que tiveram um crescimento expressivo.

Governo e oposição tentaram cantar vitória. Mas nenhum dos lados conseguiu a maioria no Parlamento. As projeções indicam que o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foi o mais votado. Mas o bloco que o apoia ficou abaixo das 61 cadeiras que garantiriam maioria. A oposição aparece um pouco atrás. E os partidos árabes caminham para uma votação recorde.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

A população árabe de Israel - em sua maioria de origem palestina - representa hoje cerca de 20% do país. Historicamente, o nível de abstenção dentro desse eleitorado é muito alto. Só que nesta terça-feira (27), o comparecimento nas urnas surpreendeu, e os partidos árabes podem se tornar o fiel da balança nessas eleições.

Com 90% dos votos apurados, eleição em Israel segue indefinida

O Jornal Nacional conversou com moradores de Jaffa, um bairro com forte presença árabe em Tel Aviv. Um comerciante disse que acha essencial que os árabes estejam no Parlamento, para que o governo mude e as coisas melhorem.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu a formação de um governo forte, nacionalista e de direita, e acrescentou:

"Não podemos colocar Israel em risco e formar um governo que dependa de partidos árabes”.

O líder da oposição, Gadi Eisenkot, disse que os eleitores votaram pela mudança, mas não fez qualquer aceno aos partidos árabes. Entre os principais nomes da oposição, apenas Yair Golan defendeu a formação de um governo de coalizão com os árabes, para tirar Netanyahu do poder.

O presidente do Instituto Brasil-Israel, Eduardo Wurzmann, acredita que a política de confronto do governo Netanyahu motivou os eleitores árabes a irem às urnas:

“É histórico, principalmente em um momento desse, em que existe uma polarização entre os partidos que apoiam o governo atual e os partidos de oposição, porque nenhum consegue fazer maioria sem conversar com eles”.

Depois que a contagem de votos for concluída, o presidente Isaac Herzog vai indicar um candidato para tentar formar o governo. Essa negociação pode levar semanas. Até lá, quem segue no cargo é o homem que governou Israel em 19 dos últimos 30 anos.

GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

LEIA TAMBÉM

Fonte original Publicado originalmente por G1
Ver na fonte
Compartilhe

Comentários 0

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.

0