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China critica medida dos EUA contra BYD, Alibaba e Baidu

Departamento de Defesa dos EUA incluiu empresas chinesas em lista de companhias ligadas ao setor militar em 8 de junho. Leia no Poder360

13/06/2026 22:59 Poder360 · Poder360 0 visualizações há 9 horas
China critica medida dos EUA contra BYD, Alibaba e Baidu

A China afirmou neste sábado (13.jun.2026) estar “fortemente insatisfeita” com a decisão dos Estados Unidos de incluir empresas chinesas na lista de companhias que Washington classifica como ligadas ao setor militar do país asiático.

A medida foi tomada pelo Departamento de Defesa dos EUA em 8 de junho. A lista, conhecida como Chinese Military Companies, reúne empresas que, segundo o governo norte-americano, teriam relação com a base industrial de defesa da China ou com a estratégia de fusão civil-militar do país. 

“Os EUA desconsideraram o consenso alcançado na reunião de Pequim entre os dois chefes de Estado, e a situação geral das relações econômicas e comerciais sino-americanas”, declarou o Ministério do Comércio da China.

A inclusão na lista não equivale, por si só, à aplicação de sanções econômicas amplas. Na prática, porém, a medida restringe contratos com o Departamento de Defesa dos EUA e, segundo a Reuters, também limitará compras de produtos e serviços dessas empresas por meio de terceiros a partir de 2027. A designação ainda pode afetar a reputação das companhias e sua relação com parceiros comerciais e investidores.

A reação chinesa se dá porque a lista amplia a pressão dos EUA sobre grandes companhias de tecnologia, veículos elétricos, semicondutores, inteligência artificial e biotecnologia da China. Pequim acusa Washington de usar o argumento da segurança nacional para limitar a atuação internacional de empresas chinesas.

Entre as empresas afetadas estão a montadora BYD, o grupo de comércio eletrônico Alibaba e a empresa de tecnologia Baidu. Também aparecem na lista companhias como NIO, BOE Technology, Unitree Robotics, WuXi AppTec, ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies.

Na nota, o Ministério do Comércio da China pediu que os EUA revoguem a medida e deem “tratamento justo, equitativo e não discriminatório” às empresas chinesas. O órgão afirmou ainda que, caso Washington mantenha a decisão, Pequim adotará retaliações “de forma resoluta e enérgica”.

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