Carta de Flávio Bolsonaro foi redigida com ajuda do ChatGPT
Jornalista Paulo Figueiredo diz ter ocorrido erro "banal" com troca de brasões e expressão "presidente eleito". Leia no Poder360.
Jornalista Paulo Figueiredo diz ter ocorrido erro “banal” com troca de brasões e expressão “presidente eleito”, mas que “o essencial” é que o candidato derrotado à Presidência considera as eleições “ilegítimas” e “não reconhece o resultado”
O jornalista Paulo Figueiredo disse que a ferramenta ChatGPT ajudou a produzir diferentes versões da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois de fugir aos Estados Unidos. Em publicação no X, Figueiredo disse que viu “teorias da conspiração mirabolantes” sobre as diferenças entre os documentos, mas que a explicação seria mais “banal”.
Segundo ele, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República. A ferramenta, porém, escolheu uma versão antiga, da época em que o Brasil era escrito com Z, e que eles não entenderam a razão da troca.
O segundo erro, segundo Figueiredo, foi a inclusão de um trecho de uma versão anterior, em que Flávio se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito”. Na versão corrigida, a expressão foi substituída por “verdadeiro líder”. O jornalista disse que a mudança descreveria melhor a situação jurídica e teria um sentido moral: “A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo”.
Figueiredo declarou que a carta passou por várias versões e que teve a contribuição de mais de uma pessoa. Disse também que recebeu autorização para distribuir o documento à imprensa e que, depois de perceberem os erros, as versões foram corrigidas. Para evitar divergências, segundo ele, Flávio publicou a versão revisada em seu próprio perfil.
Ao explicar as mudanças no documento, Figueiredo disse que “o essencial está expresso com precisão pelo Flávio”
“Estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil”. O jornalista classificou as demais questões como “fetiche da imprensa”.
Flávio Bolsonaro, sua mulher e as duas filhas adolescentes do casal fugiram do Brasil por se sentirem ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026.
O vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. Moraes autorizou o pedido da PF para apreender os documentos do senador e proibi-lo de sair do país. Leia a linha do tempo do caso.
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