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Calor extremo afeta 191 milhões na Europa neste domingo (28)

Alemanha, Polônia, Hungria e República Tcheca são os países mais afetados pelo calor extremo

28/06/2026 10:56 Folha de S. Paulo 3 visualizações há 15 dias
Calor extremo afeta 191 milhões na Europa neste domingo (28)

Pelo menos 191 milhões de pessoas na Europa, particularmente na Alemanha, Polônia, Hungria e República Tcheca, enfrentarão temperaturas acima de 35º C em algum momento neste domingo (28), segundo cálculos da AFP.

Esse número representa uma leve queda em relação ao sábado.

No total, espera-se que as temperaturas máximas ultrapassem 30º C para mais de 381 milhões de pessoas em toda a Europa (excluindo a Turquia), uma redução em relação aos mais de 400 milhões do dia anterior.

Essa análise, baseada em previsões do serviço meteorológico alemão e em projeções populacionais para 2025 do Joint Research Center, está alinhada com os dados da ONG austríaca Klimadashboard.

No sábado, um modelo meteorológico processado às 3:00 GMT (meia-noite de Brasília) havia previsto temperaturas acima de 35º C para pelo menos 193 milhões de pessoas.

Espera-se que as temperaturas superem 35º C em praticamente toda a Polônia, Hungria e República Tcheca neste domingo, assim como para 42 milhões de pessoas em grandes áreas da Alemanha, especialmente em Berlim.

Eslováquia, Sérvia, Croácia, Itália e Áustria, além do oeste da Ucrânia, também serão afetadas.

Na França continental, onde a previsão é de que o alerta vermelho seja suspenso na noite de domingo, cerca de 11 milhões de pessoas serão afetadas.

Para determinar esses números, a AFP utilizou um método semelhante ao do Klimadashboard, cruzando dados de densidade populacional com o modelo de previsão do tempo do Deutscher Wetterdienst (DWD), o serviço meteorológico alemão, calculado às 3:00 GMT.

Os habitantes de uma determinada área são contabilizados se o modelo prever temperaturas superiores a 30º C ou 35º C nesse local.

Como o modelo tem uma resolução de aproximadamente 6,5 quilômetros, ele não consegue captar totalmente as ilhas de calor urbanas, disse à AFP David Jablonski, da ONG Klimadashboard.

Consequentemente, a análise "provavelmente subestima o número de pessoas afetadas em áreas urbanas densamente povoadas", observa a organização em sua página "European Heat Tracker".

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