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Brasil tem a menor posse de bola em Copas desde 1966

Seleção registrou 34% de posse em eliminação contra Noruega, marca mais baixa desde o início das medições da plataforma Opta. Leia no Poder360.

06/07/2026 09:30 Poder360 · Poder360 0 visualizações há 6 dias
Brasil tem a menor posse de bola em Copas desde 1966

A seleção brasileira de futebol registrou 34% de posse de bola no duelo contra a equipe norueguesa no domingo (5.jul.2026), a marca mais baixa do time em uma partida de Copa do Mundo desde que a plataforma de estatísticas Opta iniciou as medições, em 1966. A desvantagem estatística acompanhou a eliminação brasileira da competição.

A comissão técnica apostou no contra-ataque como estratégia central, o que levou o Brasil a ceder a posse de bola desde o início. Nos outros jogos desta Copa, a seleção liderou essa estatística em todas as partidas. Contra a seleção de futebol do Japão, chegou ao maior percentual, de 69%, e, contra a seleção do Marrocos, ao menor, de 51%.

A seleção de futebol da Noruega realizou 9 finalizações, sendo 5 no gol, índice de precisão de 55%. A seleção de futebol do Brasil chutou 14 vezes, mas acertou apenas 4 no alvo, aproveitamento de 28%. Entre as finalizações da seleção de futebol brasileira, destacam-se o pênalti perdido por Bruno Guimarães e o chute para fora de Endrick, em uma situação de frente a frente com o goleiro Ørjan Nyland.

A vantagem física da seleção norueguesa também pesou. A Noruega é a equipe com a maior estatura média do torneio, ao lado da já eliminada Bósnia: ambas têm média de 1,87 metro. O Brasil ocupa a 24ª posição nesse ranking, com média de 1,82 metro. A diferença foi decisiva nas jogadas aéreas: os europeus venceram 73% dos duelos pelo alto durante a partida, incluindo o lance do primeiro gol de Erling Haaland, que superou o zagueiro Gabriel Magalhães.

O centroavante norueguês, de 1,95 metro, tocou apenas 30 vezes na bola nos 90 minutos. Entre os jogadores que atuaram durante toda a partida, só o goleiro Alisson registrou menos contatos, com 26. Mesmo assim, Haaland marcou 2 gols. Com mais de 10 finalizações na Copa, ele lidera a taxa de conversão do torneio, com 41%, o equivalente a pouco mais de 2 gols a cada 5 chutes. No confronto contra o Brasil, finalizou 4 vezes e marcou 2 gols, aproveitamento de 50%.

Para comparação, jogadores como Lionel Messi registram 29% de conversão, Harry Kane, 28%; Kylian Mbappé, 27%; e Vinícius Júnior, 24%, conforme dados da Opta.

O setor mais vulnerável do Brasil foi o lado direito da defesa, por onde saíram as jogadas mais perigosas da seleção da Noruega. A ausência de Wesley, lesionado, forçou a utilização de Danilo na lateral direita. Atualmente, Danilo atua como zagueiro reserva no Flamengo e foi escalado na posição depois de o também zagueiro Ibañez apresentar dificuldades nos primeiros 45 minutos da partida contra Marrocos.

Danilo encerrou o torneio como o jogador brasileiro com mais passes errados: 33 ao todo. Um desses erros originou o contra-ataque que resultou no gol do Japão na rodada anterior. No jogo contra a seleção da Noruega, ele voltou a ser o titular com mais falhas na distribuição de bola, com 7 passes errados, o que prejudicou a participação de Rayan pelo lado direito do ataque brasileiro.

O Brasil cruzou 16 bolas na área durante a partida, contra 12 da seleção da Noruega. O maior volume de cruzamentos da seleção, porém, refletiu a pressão nos minutos finais e a falta de alternativas para criar jogadas, e não uma estratégia ofensiva planejada. A ausência de um centroavante com características físicas e técnicas semelhantes às de Haaland foi apontada como um fator adicional de dificuldade.

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