Boeing tem dívida líquida de US$ 25,2 bilhões no terceiro trimestre
Fabricante de aviões reduz prejuízo em relação ao ano passado, quando teve déficit de US$ 30,4 bilhões
Seattle (EUA) | Reuters A Boeing divulgou nesta terça-feira (27) um prejuízo maior do que o esperado no terceiro trimestre, à medida que os desafios na cadeia de suprimentos e os atrasos na produção de sua divisão de aviões comerciais ofuscaram as margens mais elevadas no restante da empresa.
A fabricante norte-americana encerrou o trimestre com dívida líquida de US$ 25,2 bilhões (R$ 136,31 bilhões), ligeiramente abaixo dos US$ 25,9 bilhões registrados nos três meses anteriores e dos US$ 30,4 bilhões de um ano antes.
A Boeing registrou prejuízo ajustado de US$ 0,34 (R$1,84) por ação no trimestre encerrado em setembro, ante a expectativa do mercado de US$ 0,21, segundo dados compilados pela LSEG.
A receita da Boeing Commercial Airplanes recuou ligeiramente, para US$ 10,7 bilhões (R$ 58,4 bilhp), enquanto o prejuízo operacional ficou em US$ 697 milhões e a margem teve contração de apenas 6,5%, ante uma retração de 48,3% um ano antes.
A fabricante de aviões deu continuidade no trimestre ao seu longo processo de recuperação, após anos de crises e controvérsias que abalaram sua reputação e a deixaram com uma dívida colossal.
Durante o trimestre, a Boeing obteve dos órgãos reguladores dos Estados Unidos a certificação do 737 Max 7, venceu o contrato da Marinha dos EUA para o caça F/A-XX de sexta geração e gerou fluxo de caixa livre por mais um trimestre. A certificação do MAX 10, de maior porte, veio em outubro.
"As expectativas estão aumentando, e é assim que deve ser. Temos uma base mais sólida do que há um ano, mas também há mais trabalho a fazer para entregarmos os pedidos de nossa carteira, fortalecermos nossa cultura e melhorarmos nossa forma de trabalhar todos os dias", afirmou Kelly Ortberg, CEO da empresa, em um memorando aos funcionários após a divulgação dos resultados.
A empresa atribuiu o desempenho às entregas de aviões comerciais menos rentáveis e aos custos de produção mais elevados, inclusive os relacionados à cadeia de suprimentos.
A Boeing tem enfrentado dificuldades para aumentar a produção do 737 de 42 para 47 aviões por mês, meta que esperava atingir durante o verão no hemisfério Norte. A empresa não tem conseguido fabricar asas com rapidez suficiente, afirmou Ortberg em uma conferência do setor em setembro.
Na divisão de defesa da Boeing, o aumento das entregas, a melhora no desempenho operacional e a venda de uma subsidiária por US$ 252 milhões contribuíram para um lucro trimestral de quase US$ 500 milhões, com margem operacional de 6,2%, ante 1,7% um ano antes.
A Boeing Global Services lucrou US$ 1 bilhão e registrou margem operacional de 18,3%.
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